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O mundo encantado e colorido de Cartagena

O mundo encantado e colorido de Cartagena

Post da nossa querida colaboradora, autora do Instagram @trips.and.tips, Juliana Berredo.

Até poucos anos atrás, Cartagena não era um destino muito escolhido pelos brasileiros. Com a alta do dólar, euro, e com novas promoções de passagens para a Colômbia, Cartagena passou a contar, cada vez mais, com os turistas brasileiros. Eu fui em junho de 2016 e me encantei. Por isso, resolvi fazer um post bem completo com algumas dicas preciosas. Dá uma olhada:

QUANDO IR?

Lá é bem quente e faz calor o ano inteiro. Entre julho e novembro chove mais e faz dias nublados, o que pode comprometer alguns passeios, então é bom ficar de olho nisso. Em junho eu peguei sol todos os dias!

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ONDE FICAR?

Minha primeira dica sobre esse tema é que não vale a pena se hospedar em Bocagrande (região onde tem a praia de Cartagena, que na minha opinião não é bonita e ainda por cima é afastada). Recomendo escolher um hotel no centro histórico, dentro da cidade da muralha. Eu fiquei em um hotel super charmoso chamado Bantu Boutique, que é super bem localizado e eu amei. Um dos hotéis mais famosos de lá é o Charleston Santa Teresa, que vale a pena conhecer e visitar o terraço.

O QUE FAZER?

– Ciudad Amurallada

Cerca a parte antiga da cidade e concentra alguns dos principais pontos turísticos, como a Torre do Relógio, o Palácio da Inquisição, igrejas, praças e museus, além da própria muralha com seus baluartes (lugar perfeito para ver pôr do sol).

Outras praças que tem por lá: Plaza de San Pedro Claver e Plaza de la Aduana.

A Torre do Relógio é um dos símbolos de Cartagena. O lugar foi a entrada principal da Cidade Amuralhada e tem uma construção imponente, que chama atenção mesmo de longe.

O Parque Bolívar é uma pracinha com árvores no meio de Cartagena. Ele está perto de vários pontos turísticos da região e fica cheio durante todo o dia, com pessoas descansando nas sombras das árvores ou comendo alguma refeição comprada ali por perto mesmo.

Vale a pena ir no Café del Mar para ver o pôr do sol. Fica bem cheio então é bom chegar antes. Abre às 17hrs e em torno das 18hrs o sol já está se pondo. Endereço: Baluarte de Santo Domingo.

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– Castelo de San Felipe de Barjas

Ocupa toda a montanha San Lázaro e fica a uns 20 minutos a pé do centro histórico. Dica: vá de manhã porque tem menos gente.

Convento Santa Cruz de la Popa

Ponto mais alto da cidade, tem uma vista privilegiada e completa. É uma graça o pátio interno. Tem um museu com algumas informações. Endereço: Calle 37.

– Gente de Mar

As agências de Cartagena oferecem vários passeios diferentes, mas recomendo o passeio para o Gente de Mar, na Isla Del Rosario, uma ilha paradisíaca com água cristalina.

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Alerta roubada: Não faça o passeio para a Isla del Encanto nem Isla del Sol.

O passeio para o Gente De Mar custa em torno de 170.000COP (cerca de R$ 185) por pessoa + taxa do porto (se pagar diretamente no porto você consegue mais barato, por 150.000COP (R$164) + 14.000COP (R$15) de taxa do porto). O passeio inclui o transporte (45min de lancha), almoço, toalha e você pode utilizar as dependências do hotel, sobretudo a praia particular que é linda. A lancha costuma sair às 9h e retornar às 15h.

Além do passeio para a Ilha Rosário, recomenda-se o passeio para Playa Blanca – Baru Island. É uma praia bem bonita também, mas costuma ficar bem cheia.

Las Bóvedas

É um dos pontos de Cartagena, onde os turistas podem fazer algumas compras. Fica perto do Hotel Sofitel Santa Clara, em San Diego. Vale a pena conhecer a pracinha em frente ao hotel. Perto dessa praça há várias ruelas com aquelas as casinhas coloridas e super bem conservadas. Uma gracinha e um ótimo lugar para tirar fotos.

ONDE COMER?

– La Cevicheria: Fomos na hora do almoço. É uma casinha bem bonitinha na área de San Diego – dentro da Ciudad Amurallada. Nós adoramos.

– El Santísimo: É um dos restaurantes mais famosos de Cartagena e conseguimos jantar sem reserva. Endereço: Calle del Torno nº 39 – 62.

– La Paleteria: Sorveteria mais famosa. Indico o sorvete de pistache com nutella, que é o mais famoso. Endereço: Calle 109 nº 16 – 11.

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Don JuánÉ, na minha opinião, o melhor restaurante! Sempre fica cheio então precisa reservar com antecedência. Endereço: Calle del Colegio #34-60 Local 1.

– Restaurante Alma: Muito bom também, mas é mais chique e um pouco mais caro do que os outros. Precisa de reserva. End: Centro calle de la Universidad No. 36 44, Cartagena 1300, Colômbia.

– Mila Bakery: Bom para Café da manhã ou lanche.

– La Vitrola: É um dos restaurantes mais tradicionais de Cartagena. Só entra com reserva e homens só entram de calça! Endereço:Calle Baloco nº 33-201).

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Outras informações importantes:

OBS. Os taxis em Cartagena não possuem taxímetro, então você tem que negociar o preço com eles antes. Nosso hotel Bantu era mais perto de San Diego, pagamos 14.000COP (cerca de R$ 15)  do aeroporto para o hotel.

OBS.2. Vale a pena levar snorkel. Caso você não tenha, existem diversos lugares em Cartagena vendendo e nas ruas você consegue negociar e pagar barato.

5 motivos que fazem da Provença o roteiro de charme perfeito

5 motivos que fazem da Provença o roteiro de charme perfeito

*Texto da querida colaboradora Alessanda Moína, autora do Instagram @provenca_de_charme

No campo da semântica, o dicionario define charme como « qualidade daquele ou daquilo que agrada » ou simplesmente por « encanto ». Já no campo do turismo, podemos definir charme como a região da Provença, no sul da França.

Segundo a Atout France, agência focada no desenvolvimento turístico do país, a Provença é a segunda região francesa que mais recebe viajantes brasileiros, após a hors concurs Paris. E ainda que a cidade-luz esteja sempre no topo das nossas listas de viagem no quesito “roteiro de charme”, a Provença é difícil de desbancar. Veja os motivos:

1- A variedade de paisagens naturais

Esta região combina praias, calanques, campos, montanhas e reservas naturais. Em Marselha, por exemplo, há o parque nacional das calanques, que são formações típicas do mar mediterrâneo com pequenas baías de água cristalina. Já Gorges du Verdon são os cânions da Provença, um paraíso natural perfeito para os amantes de esportes. Ah, e nem precisamos comentar sobre os campos de lavanda, né? :)

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A agua cristalina da calanque de D’En Vau

2- As pequenas cidades e os vilarejos

O que não falta na Provença são vilarejos Lindos, assim mesmo, com “L” maiúsculo. Da famosa Aix-en-Provence à cidade murada de Avignon; De Arles, uma joia histórica, à Gordes, considerada uma das mais belas da França. Mais do que locais de beleza exuberante, esses vilarejos trazem o que há de melhor na Provença: a relação com o tempo, que neles parece passar mais devagar.

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Cidade de Gordes, uma das mais belas da França

3- A culinária

A Provença é um paraíso para o amantes da boa culinária. A dieta mediterrânea oferece frutos de qualidade, peixes frescos, um azeite sem igual, temperos de várias partes do mundo. Tem ainda a temporada das trufas, das cerejas e a saborosa culinária típica: a panisse, a sopa de peixe bouillabaisse e o doce calisson. Tudo isso oferecido também em versões gourmet nos restaurantes estrelados, que estão por toda a região.

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4- Os mercados da Provença

Não há nada mais característico da região do que os mercados provençais, que acontecem em praticamente todas as cidades. Os sabores, os cheiros, as cores e as texturas promovem uma experiência completa para os sentidos de qualquer visitante.

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Banca de flores no mercado em Aix-em-Provence

5-Cultura e tradições

As cidades medievais da Provença comprovam sua relação espetacular com a história mundial, da influência grega às invasões romanas. A região também inspirou artistas famosos mundialmente. Paul Cézanne nasceu em Aix-em-Provence usou a Montanha Saint Victoire como inspiração para suas obras; Vincent Van Gogh pintou na Provença seus famosos quadros “Doze Girassois numa jarra” e “Noite Estrelada”; e Pablo Picasso também escolheu a Provença como seu lar.

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A cidade de Arles é uma joia na história da Provença

Pra finalizar, a Provença ainda tem sol por pelo menos 300 dias ao ano, o que faz dela um destino interessante em qualquer estação. E aí, prontos pra fazer as malas?

Curiosidades sobre a colaboradora: Em 2015, Alessandra deixou uma vida estável para trás e fez da França seu novo lar. Adora a joie de vivre local e gosta de dizer que foi Marselha quem a escolheu. 

 

Atacama: o deserto de um jeito que você jamais imaginou

Atacama: o deserto de um jeito que você jamais imaginou

Post da nossa querida colaboradora Natalia Soares, que compartilha as suas dicas preciosas do Atacama com a gente :)

Eu sou do tipo que planeja cada passo que dou em viagens, e começo a passear pelo meu destino ainda pela internet. Tem quem ache que isso é estragar a surpresa, mas eu adoro começar aventuras ainda na minha imaginação (#canceriana). O Atacama é um daqueles lugares que você pode ver todas as fotos do mundo, mas nada se compara a estar lá. As paisagens são incríveis e deixam você de queixo caído todos os dias. E o melhor, fica quase aqui do lado, no Chile!

Eu fiquei seis dias inteiros, com o último de folga. Achei bom para descansar, mas o mínimo para fazer os principais passeios sem voltar pra casa sem arrependimentos são quatro dias inteiros. Menos que isso é melhor escolher outra oportunidade…

Quando ir

Um dos lugares mais áridos do mundo, o Atacama pode ser visitado em qualquer época do ano, mas no inverno pode nevar bastante e melar alguns passeios – fora o frio danado. Como todo bom deserto, tem uma grande amplitude térmica, então leve roupas em camadas que você possa tirar ou acrescentar durante o dia. Eu fui no início de setembro e as temperaturas variavam entre zero de manhã (!) até mais de 25 na cidade, no meio do dia, para chegar a uns 14 graus à noite.

Como chegar

Para chegar a San Pedro de Atacama, a cidadezinha que é base para todos os passeios, é preciso voar até Calama. Os voos do Brasil para lá não são diretos, partem de Santiago. A LATAM oferece várias opções. Chegando em Calama, você pega um transfer no aeroporto e mais uma horinha de estrada até San Pedro, já de olho na paisagem do deserto.

Cuidados

É árido, lembra? Você não vai suar. Por isso, beber água o tempo todo (mesmo!) é fundamental. Também não dá para esquecer do hidratante e do protetor solar. Vale levar um chapéu e óculos escuros. Há quem passe mal com a altitude, então escute seu corpo e não exagere nas comidas pesadas e bebidas alcóolicas nas vésperas de passeios com mais altitude =)

Passeios

Não se preocupe em agendar os passeios ainda no Brasil. Em San Pedro há uma imensa oferta de agências com preços para todos os bolsos, do mais simples ao luxo. Eu fui na indicação da minha pousada e fiquei satisfeita com o atendimento da El Relincho, que só não fez o passeio astronômico:

Astronômico: O deserto é um dos lugares de melhor visibilidade do céu no mundo, e lá existem vários observatórios internacionais, mas os passeios só rolam quando não tem lua cheia. Agende um passeio com a agência Space (a mais antiga de lá) e curta muito. Depois de passar um belo frio observando o céu pelo telescópio, você bebe uma canequinha de chocolate quente e nunca mais esquece o que é ver a Via Láctea a olho nu.

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Essa foto mara da lua foi feita com o meu celular, com uma ~pequena~ ajudinha do telescópio, hehehe

Valle de la luna e Valle de la muerte: Normalmente é o primeiro passeio, por ser próximo de San Pedro. Como o nome diz, a atração é uma paisagem lunar, cheia de pedras e falésias. Você vai assistir a um lindo pôr do sol na Pedra do Coiote.

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A imensidão do Valle de la luna

Lagunas Altiplánicas: A primeira parada é na Laguna Chaxa, que fica no Salar do Atacama, onde se pode observar flamingos no espelho d’água. De lá, chega-se a 4.200 metros para ver a Laguna Miscanti, que basicamente parece um fundo de tela do Windows – é inacreditável de bonito. Do lado você conhece a versão menor dela, a Miñique.

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Eu perdi o fôlego nessa laguna. Pela beleza e pela altitude!

Piedras Rojas: Na continuação do passeio das Lagunas, parece que você desce em outro planeta: montanhas com picos nevados, uma lagoa transparente e… as pedras vermelhas que dão nome ao lugar.

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Passando um pouco de frio em Piedras Rojas. Vale? Vaaaale!

Salar de Tara: É o passeio mais distante de San Pedro. Na primeira parte, você dá de cara com formações rochosas surreais, que lembram o Grand Canyon. A hora do almoço é (adivinha!) na beira de outra lagoa, com montanhas… mas está pensando que é tudo igual? Não é não…

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Não tem o que comentar, apenas ver e sentir…

Termas de Puritama: No meio das pedras do deserto, tem uma estação de água quentinha com várias piscinas transparentes. Você paga para entrar e é puro relax e fotogenia. Agende o passeio na parte da manhã, que é mais quente e mais vazio.

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As Termas de Puritama são o lugar perfeito para fotos-ostentação no Instagram

Laguna Cejar: Depois das Termas, fomos conhecer a lagoa que tem a maior concentração de sal depois do Mar Morto. Isto é, você entra, mas não afunda! Ao contrário das Termas, a água dói os ossos de tão gelada. O passeio continuaria para os Ojos del Salar, mas a estrada estava bloqueada para obras – ficou para a próxima visita.

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Boiando e congelando na Laguna Cejar

Gêiser del Tatio: O campo geotérmico é uma das atrações mais famosas do deserto. Você acorda de madrugada, pega mais de uma hora de estrada, chega antes do sol nascer pegando temperaturas muito abaixo de zero e… é incrível (eu sei, estou me repetindo)! Tem quem entre na piscina de água quente, mas eu não tive coragem de ficar de roupa de banho. Na volta, o passeio para no povoado de Machuca, onde você pode comer um pastel e tirar fotos de llamas.

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A água quente e o vapor que brotam da terra. A vida melhora bastante depois que o sol aparece

 

24 horas em San Diego

24 horas em San Diego

Quem acompanha o blog sabe que nas minhas últimas merecidas férias eu fiz uma viagem bem maneira para Nova York e Califórnia. Como eu já tinha ido para São Francisco duas vezes e Los Angeles apenas uma, eu e o meu namorado resolvemos voltar para LA e dar um pulo em San Diego, que fica a umas três horas de carro de lá.

Optamos por ir no sábado de manhã porque sexta costuma ter trânsito, então acordamos, tomamos café e partimos. Como a gente só tinha 24h, não deu tempo de fazer tudo que gostaríamos, mas mesmo assim deu pra fazer muita coisa. Aí embaixo eu conto um pouco da nossa programação.

LA JOLLA

Foi a nossa primeira parada e lembrou muito a vibe de Búzios. É uma praia mais afastada, que tem uma grande diversidade de restaurantes, hotéis e lojas. A rua badalada para passear e fazer umas comprinhas é a Prospect Street.

Dica: Almoçamos num restaurante chamado Cody`s, que a gente amou. Além da comida gostosa (pedimos um fish and chips delícia), a vista é uma graça.

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PACIFIC BEACH

Pacific Beach é um bairro de San Diego famoso por também ter muitos bares, restaurantes e um enorme calçadão de 5 km. O pier é bem legal e dá pra ver um pôr-do-sol digno de cartão postal.

PB foi onde nos hospedamos, mas sinceramente não recomendo o hotel. Apesar da experiência não ter sido ruim, achei bem caro para o que foi oferecido.

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GASLAMP QUARTER

Fica em downtown San Diego, conhecido como centro histórico e é uma das regiões mais turísticas da cidade. A gente só conheceu o bairro à noite, mas ficamos impressionados com a vida noturna do local. Se estiver procurando bombação é o lugar certo sem sombra de dúvidas.

Dica: se estiver na vibe de curtir as nights, fique hospedado nessa região. É melhor se locomover de dia para chegar às praias do que ter que dirigir ou pegar um Uber pro hotel de madrugada. Já se estiver mais devagar, opte por se hospedar em Pacific ou La Jolla.

BALBOA PARK

Foi a maior e melhor surpresa de San Diego para nós. Fomos sem grandes expectativas e, quando chegamos ao parque, ficamos encantados. Demos sorte porque fez um dia lindo, com um baita solzão, e, consequentemente perfeito para um passeio ao ar livre.

O Balboa Park não só tem uma natureza linda pra ser apreciada, como abriga alguns museus e até restaurantes. É passeio para um dia inteiro mesmo. Vale lembrar que no Balboa Park é onde fica o zoológico de San Diego. Não deu tempo da gente ir, mas dizem que vale a pena!

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Dica: Antes de passear pelo parque, tome café da manhã no Café Bassam (3088 Fifth Ave, San Diego, CA 92103), um restaurante clássico, com decoração retro, com chás e cafés maravilhosos. O mais pedido é o mexican coffee (esse aí da foto), feito com café, chocolate mexicano e chantilly.

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