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5 programas imperdíveis em Los Angeles

5 programas imperdíveis em Los Angeles

Que Los Angeles é um lugar incrível ninguém duvida, até mesmo quem nunca foi. Cenário de diversos filmes, séries e festivais, a cidade dos anjos não deixa a desejar. Abaixo eu listo cinco programas que vocês não podem deixar de fazer se forem pra lá.

 1) Malibu Beach: 

Point de gente rycah e também dos surfistas, Malibu é, na minha opinião, a praia mais linda de LA. No pier, tem um restaurante super charmoso chamado Malibu Farm. Vale almoçar por lá. Quando eu fui comi um sanduíche mesmo, mas também uns pratos que parecem ser bem gostosos.

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2) Santa Monica:

Passear pela orla de Santa Monica e depois andar no Promenade – uma rua fechada para pedestres só com lojas (Urban Outfitters, Nasty Gal, Victoria`s Secret, Apple Store, Sephora, entre outras) e restaurantes é um programa que eu amo fazer.

Vale avisar que a maioria das lojas fecha entre 20h e 21h, então é bom ficar ligado no horário se quiser fazer compras.

Para o jantar, sugiro o melhor japonês que eu já comi na minha vida, chamado Sugar Fish. Ele está sempre cheio e fecha por volta das 22h. O restaurante é carinho, mas para o padrão de japa que é vale a pena cada centavo. O menu degustação deles fica entre $22 e $40, se não me engano. Já ouvi dizer que no almoço ele é mais barato, mas não sei se é verdade.

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3) Venice:

A rua Abbot Kinney, em Venice, é considerada a mais descolada de LA. São várias lojas hipsters com coisas lindas (e caras, aviso logo). O local é um prato cheio pra quem curte moda e, mesmo que você não vá comprar nada, Abbot Kinney é terreno fértil pra pesquisa de tendências. Como as lojas fecham por volta das 19h, o ideal é a chegar lá até no máximo umas 16h pra dar tempo de conferir tudo com calma.

Pra comer barato e gostoso no estilo grab and go tem um lugar chamado Abbot`s Pizza. É uma delicia e a fatia, que custa $5, é enorme!

Uma boa opção é passear por lá perto da hora do almoço e deixar para curtir a orla de Venice Beach no pôr-do-sol.

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4) Hollywood

Durante o dia aprecie a linda vista da cidade no Griffith Observatory, onde dá pra ver mais de pertinho o famoso letreiro de Hollywood.

À tarde vale fazer um passeio pela Melrose Avenue para conhecer as lojas locais super diferentes. A pegada do local são brechós, lojas de figurinos, de esportes e pequenas galerias de arte.

À noite, vá para a área da clássica calçada da fama (chinese theater). Para comer ali por perto uma opção boa é o Umami Burger, que fica a uns 5 min de carro. Não é chique e tem um preço em conta comparando com os outros lugares.

5) Downtown LA

Arte, moda e… cerveja! É isso que você encontrará na Arts District, em Downtown LA. Tá mal não, né? Além dos supergrafites espalhados pelas ruas, o local tem lojas maravilhosas, como a Apolis (aliás, já deu pra perceber que lojas maneiras não faltam nesse lugar) e as famosas breweries, fábricas de cerveja que também são bares e restaurantes.

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Não deu, mas fiquei na vontade…

Conhecer o LACMA, Los Angeles County Museum of Art,e o Getty Center, em Pacific Palisades. Infelizmente nas duas vezes que eu fui pra LA não consegui tempo para ir nesses lugares =( Se você tiver a oportunidade, go for it!

 

 

5 tendências pra ficar de olho

5 tendências pra ficar de olho

Graças à internet, as tendências agora chegam muito mais rápido a todas as partes do mundo e eu pude comprovar isso na prática durante a minha última ida à Nova York e Los Angeles, consideradas “berços” da moda. Percebi, por exemplo, que as roupas vendidas lá já tinham chegado aqui – algumas de um jeito mais tímido, outras já totalmente massificadas. A principal influência? As Olimpíadas, sem sombra de dúvidas, retratada nas roupas esportivas e divertidas, cheias de cor. Confira abaixo algumas tendências desta temporada:

1) Jeans com bordados e aplicações. O mais interessante dessa tendência dos anos 90 que reaparece agora é que você pode customizar a sua calça ou jaqueta com a sua cara e de um jeito bem simples. Antes, era preciso costurar as aplicações, mas hoje basta passar as patches com ferro em cima do lugar que desejar e pronto.

NEW YORK, NY - FEBRUARY 17: Chiara Ferragni is wearing a Mr and Mrs Italy jacket trousers Gcds customized jeans bag from Anya Hindmarch and shoes from ChiaraFerragniCollection at Streets of Manhattan on February 17, 2015 in New York City. (Photo by Timur Emek/Getty Images)
Chiara Ferragni (Photo by Timur Emek/Getty Images)

2) Jaquetas bomber acetinadas coloridas e com bordados, principalmente orientais (dragões e rosas). Elas estão bombando muito! Já vi algumas opções por aqui na Loja Trés e na Renner.

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Fonte: Forever 21

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3) Ballet feelings. Sapatilhas, bodies em cores pasteis e saias de tule. A inspiração da dança está cada vez mais forte.

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Fonte: Asos
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A blogueira Chiara Ferragni veste as sapatilhas-desejo da Miu Miu

4) Brilho, muito brilho. Esqueça a regra de que brilho é só para a noite. Peças brilhosas e com texturas semelhantes ao lurex estão com tudo. A tendência é perfeita para um estilo high-low, ou seja, a mistura de peças glamorosas e chamativas com peças básicas e discretas.

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Fonte: site M de Mulher

5) Chokers. Se você acha que elas já deram o que tinha que dar se engana. É o que mais tem nas lojas que eu visitei, em diversos modelos: fininhos, grossos, de veludo, rendado, metálicos, etc. Eu particularmente já dei uma enjoada da peça, mas acho que vai permanecer ainda por um bom tempo.

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Fonte: Revista Elle

 

 

 

Daniel Barros: da Osklen à Kenzo

Daniel Barros: da Osklen à Kenzo

Daniel Barros é formado em design gráfico na PUC e o seu sonho, até alguns anos atrás, era se tornar ilustrador. O destino, porém, tinha outros planos pra ele. Acabou entrando por acidente no mercado da moda e nunca mais saiu. Ele é hoje o gerente de desenvolvimento de estampas da Kenzo. Isso quer dizer que ele é o responsável pelo design e o desenvolvimento dos acessórios têxteis (que na prática são em sua maioria echarpes e foulards) da marca. (#apenas).

Se você ficou curioso para saber mais da sua trajetória inspiradora com apenas esse primeiro parágrafo, dá uma olhada na entrevista abaixo, em que ele fala das suas inspirações, projetos e até dá dicas para quem quer trabalhar com moda:

Um suspiro: Você ocupa hoje uma posição almejada por muitas pessoas. Como chegou onde está hoje?

Daniel: Eu posso dizer que estar nessa posição é fruto de muitos anos de trabalho, nos quais me esforcei pra aprender muito de todo mundo. Sou apaixonado pelo que faço e nunca fiquei estacionado numa zona de conforto. Mas a oportunidade aparece por sorte. E eu acredito que, mais cedo ou mais tarde, ela aparece pra todo mundo. O que faz a diferença é você estar preparado pra ela.                    

Um suspiro: Como entrou em contato com a moda? Conte um pouco da sua trajetória.

Daniel: Confesso que eu entrei em contato com a moda por acidente. Estudei design gráfico na PUC e queria ser ilustrador. A Osklen se interessou pelo meu trabalho e, antes de me formar, já comecei a trabalhar lá, em estamparia. Na época, eu só queria poder pintar e desenhar como profissão, mas fui me apaixonando pela moda e quando fiz minha primeira capa da Vogue entendi que eu não a largaria nunca mais.

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Primeira capa do Daniel Barros, na revista Vogue

Um suspiro: Como é trabalhar na Kenzo? O que você faz na prática?

Daniel: Meu trabalho é basicamente design têxtil, muito focado na inovação, na criação de novas técnicas de estamparia, etc. Minha primeira coleção deve entrar nas lojas em breve e já mostra como o trabalho que fizemos é revolucionário.

Quando me chamaram para trabalhar na Kenzo, decidimos transformar uma categoria que as marcas não dão muita bola em algo que pode ser incrível. E pra mim, que trabalhei tantos anos com impressão e tinha muito conhecimento técnico na área, foi uma oportunidade de criar meu próprio laboratório de tecidos. Poucas pessoas na área tem liberdade pra experimentar tanto, com tecidos que vão da seda a tecidos sintéticos.

Eu gosto de estar envolvido em todas as etapas, acompanhando o processo fim a fim: desde o lado conceitual da coleção, em que revisito ícones da Kenzo de maneiras divertidas e criativas; passando pela parte técnica, produção e até discussão de displays na loja.

A Kenzo é um ambiente muito fluido e aberto. Tem uma estrutura menos rígida e não muito vertical, o que privilegia a criatividade e a motivação dos designers.

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Foto: divulgação

 Um suspiro: E o que te inspira?

Daniel: Eu sou muito voraz com imagens, não me desligo nunca. Se vejo alguma coisa no celular no fim de semana eu dou um print screen pra lembrar da ideia depois.

Também estou sempre em contato com a arte. Vou a museus, exposições, etc. Acho que essa é uma das coisas que me mantém dentro do mundo da moda, uma profissão que não tem limites para a busca de referências. Quando vejo alguma coisa penso que poderia ter tido aquela ideia, então eu me proponho a estudar a técnica, como ela foi feita e na minha cabeça já se criam conexões com outras coisas.

Um suspiro: Tem algum plano ou projeto na sua área que gostaria de realizar no futuro?

Daniel: Sim. Muitos. Todos possíveis (risos). Eu gosto de fazer um pouco de tudo. Eu gosto de estar na posição de não saber alguma coisa, isso me dá um mundo a explorar e eu vou absorvendo tudo e adicionando um toque meu. Pra vocês terem ideia, eu até já até cortei cabelo pra Dior. Aqui na Kenzo eles brincam que sou um gato de sete vidas porque faço de tudo.

Tenho um galerista que vende meus trabalhos em Londres e neste momento estou preparando uma exposição para exibir em Paris.

Um suspiro: Quais conselhos você daria para alguém que esteja entrando no mercado de trabalho da moda?

Daniel: Eu tenho muita dificuldade em lidar com pessoas que acham que sabem de tudo. Algumas vezes, vejo que porque trabalhou nessa ou naquela marca o profissional acha que existe um jeito certo e um errado de fazer as coisas. Quando fazia só a 02Gatos (meu estúdio, que ainda existe), trabalhei com mais de 50 marcas. Cada uma achava que o seu jeito era o único e certo. Eu ia coletando as partes boas de todas pra mim e acho que isso foi uma boa lição.

Mas se eu pudesse dar um conselho, preferia repetir um texto que me inspirou muito, do Theodore Roosevelt, especialmente quando eu tinha medo de me arriscar, de ser ridículo, se não ser aceito, de não saber. Volta e meia, quando eu fraquejo e começo a me questionar, eu volto nele. Resumindo um pouco o texto, ele diz que você é o que faz, não o que sai no seu currículo.

Você pode ter tudo e não se abrir ao risco do processo criativo – ou pode não ter nada disso e ter a coragem de se jogar nele. Todos os melhores cursos do mundo que conheci tentam te ensinar isso, mas você pode aprender sozinho. O valor é de quem tenta, seja fracassando ou não. Quem quer acertar e ganhar sempre vive sem desenvolver o próprio potencial.

 

Tendências preferidas da estação

Tendências preferidas da estação

Aqui no blog não tem essa de must have. Sou extremamente contra o mantra do “tem que ter”, principalmente no contexto em que nos encontramos agora. Como eu expliquei nesse post sobre o Lowsumerism, consumir de forma consciente tem a ver com fazer as escolhas certas e pensar (muito) antes de comprar. É justamente quebrar a lógica que tentam implantar nas nossas mentes de que temos que ter algo para sermos aceitos. Mesmo assim, isso não me impede de eleger as minhas peças preferidas da estação, né? Quem sabe você não é levada a refletir sobre elas antes de comprá-las?

Calças pantacourt  

É uma calça pantalona, só que mais curta. Deixa os tornozelos à mostra e, verdade seja dita, não é qualquer modelo que favorece. Sou apaixonada pela fluidez da peça e acho que deixa qualquer visual phyno e moderno ao mesmo tempo.

Dá pra usar com um sapato baixo ou tênis, mas o salto alto pode ajudar a dar uma alongada. Usar com sapatos nudes ou em looks monocromáticos também ajudam nisso.

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Pantacourt Casual Street, cropped Q-Guai e sandália Sollas (Foto: Felipe Cunha)

Saias midi

É uma saia com o comprimento abaixo do joelho e adoro porque considero a peça comportada sem ser careta, do trabalho ao jantar com as amigas.

Por ter o mesmo comprimento da calça pantacourt, muitos dizem que a saia midi também achata a silhueta. Não é mentira, mas para diminuir essa sensação você pode usá-la como cintura alta porque isso, assim como no caso da pantacourt, dá a sensação de look alongado.

Outra dica bacana para diminuir a caretice da saia midi é mostrar pele. Evite cobrir os braços para você não ficar comportada demais.

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Saia midi antiguinha da Farm, cropped Q-Guai e sandália Sollas (Foto: Felipe Cunha)

Blusas ombro a ombro

O próprio nome já diz a que veio. Sou fã dessa tendência inspirada na moda das ciganas nos anos 70 porque ela é romântica e sexy ao mesmo tempo por valorizar o colo, além de dar um toque boho à produção.

Você pode combinar a blusa mais larga com peças sequinhas na parte de baixo e vice versa para garantir um equilíbrio de volumes no look.

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Ciganinha jeans da Forever 21 (Foto: Felipe Cunha)