Browsed by
Tag: tendência

Décor pra todos os bolsos

Décor pra todos os bolsos

Deixa eu adivinhar: você passou a ser dona do seu próprio canto há um tempo e seu sonho sempre foi contratar um serviço de consultoria em design de interiores para deixar tudo lindão, moderno e funcional dentro de casa. Mas, como a grana tá curta, os planos ficaram só na vontade.

Detesto usar clichês, mas preciso dizer que… os seus, os meus, os nossos problemas acabaram! Isso porque a designer de interiores Juliana Zappa teve a brilhante ideia de criar um serviço personalizado, no qual cliente monta o pacote que quiser, dentro do seu orçamento (jajá você saberá como funciona).

ju
A designer de interiores Juliana Zappa

Nesta entrevista você confere uma verdadeira aula de inovação, foco e de quebra ainda recebe algumas dicas para adotar na sua casa.

Um suspiro: Você mudou de profissão. Era comunicóloga e descobriu o Design de Interiores. Como foi isso?

Juliana Zappa: O Design de Interiores sempre foi um interesse, digamos, latente. Foi uma das opções pensadas na época do vestibular, pois queria fazer o curso de Composição de Interior da EBA (Escola de Belas Artes da UFRJ). Mas também queria Psicologia ou Comunicação. Aos dezoito anos é difícil ser certeiro nas escolhas… A Comunicação é um curso abrangente, interessante e complementar para qualquer outra formação. Não me arrependo dessa escolha, ela só não foi a única. Depois de alguns anos atuando como publicitária em uma grande empresa, casei, me mudei para Salvador e o mercado de comunicação se tornou pequenininho. Aí eu me vi com duas opções: empurrar a carreira com a barriga ou investir em algo novo. Não vou negar a ansiedade, o frio na barriga… eu sempre fui certinha, sabe? Prezava pela segurança e independência. Recomeçar a carreira não tem nada de seguro e definitivamente você precisa de apoio, suporte. E isso não me faltou. Hoje, concilio bem as duas profissões e mais umas tantas! Para ser empreendedor, além de designer e publicitária, eu preciso ser administradora, fotógrafa, comerciante, atleta, malabarista, cara de pau… (risos)

Um suspiro: Quando e como surgiu a ideia de criar esse serviço de consultoria personalizado, baseado nas necessidades e no orçamento dos clientes?

Juliana: Depois que voltei de Milão, onde fiquei um tempo fazendo pós-graduação em Design Contemporâneo, encontrei um mercado diferente. Com a crise, as pessoas estão inseguras para investir em qualquer coisa, o design de interiores fica ali no final da lista. Ou seja, nada de grandes reformas ou grandes projetos. Os clientes hoje querem serviços mais baratos, ágeis e práticos, sem muito quebra-quebra. Muitas vezes já possuem os móveis e querem só um layout diferente e novos acabamentos. Outras vezes querem o projeto 3D para irem executando no seu tempo. Enfim, eu percebi que eu não podia oferecer a mesma fórmula tradicional de serviço para necessidades tão diferentes.

Além disso, enquanto eu estava morando fora, toquei meus projetos à distância e tive que mudar a dinâmica, substituindo o encontro pessoal por soluções visuais digitais. E deu super certo! O projeto se tornou mais ágil e o cliente ganhou independência, pois tinha ali, nas mãos, tudo detalhado com as imagens 3D e descritivos minuciosos. É claro que para dar certo eu precisei ser ainda mais detalhista e organizada (se é que isso é possível)!

Então, eu criei uma consultoria customizada, que supre a necessidade do mercado em ter opções de serviços mais flexíveis e acessíveis, viabilizada pela minha experiência em gerenciamento de projetos à distância com soluções digitais. É bem prático e permite que pessoas de outras cidades e até países contratem o serviço.

Um suspiro: E de que forma ele funciona na prática?

Juliana: É bem simples. O cliente contrata o pacote inicial, que tem um valor fixo e inclui (1) um programa de necessidades do projeto, (2) layout em planta baixa com disposição dos móveis e (3) painel de inspiração e estilo. Depois, ele pode aprimorar o projeto incluindo itens, como: desenho técnico de um móvel, imagem 3D do espaço e mobiliário com produção digital, memorial descritivo de móveis e acabamentos, gestão de orçamentos, etc.

A maior parte dos serviços oferecidos são entregues por e-mail e o cliente pode falar comigo quando quiser por Whatsapp, e-mail, Skype, etc.

zd-portfolio-ps-home-4x5-1Um suspiro: Se você pudesse dar algumas dicas para pessoas que curtem decoração e desejam otimizar espaços pequenos de uma forma funcional, quais seriam?

Juliana: Existem algumas “fórmulas” já conhecidas, como o uso de espelhos e cores neutras, por exemplo. Eu prefiro sempre avaliar os espaços antes de aplicar esse tipo de solução padronizada. Os espelhos podem sim ser um grande coringa, mas se usados com moderação e de maneira planejada. É importante avaliar o que vai ser refletido, porque o uso errado dos espelhos pode até piorar a situação.

As cores neutras também são fortes aliadas aos espaços pequenos, mas isso não significa usar nenhuma outra cor. Vejo por aí ambientes mergulhados em cores neutras e extremamente sem-graças. As misturas de cores, texturas, acabamentos são possíveis também em espaços pequenos, se feitas com harmonia e moderação trazem charme e personalidade!

Uma solução que eu gosto e aplico muito são móveis multifuncionais. Não me refiro às “geringonças” que prometem ser cama, mesa e banho ao mesmo tempo. Falo, por exemplo, de um pufe móvel que pode ser usado como assento ou até mesinha de centro, e quando não estiver em uso pode ser guardado embaixo do rack. É prático, charmoso e superfuncional. Os móveis planejados também cumprem um importante papel em espaços pequenos. Eles são pensados especificamente para o ambiente e clientes em questão, deixando tudo no seu lugar devido e ajudando na organização e funcionamento da casa.

Para saber mais sobre o trabalho da Ju acesse http://www.zappadesign.com/

Pantone divulga 10 cores da Primavera 2017

Pantone divulga 10 cores da Primavera 2017

A Pantone é uma empresa americana, fundada em 62, conhecida no mundo todo por seu sistema de cores, que é utilizado como referência em gráficas. Todos os anos, a empresa lança as cores que serão tendência no ano e em determinadas estações. Com isso, tem influência direta na moda e no design.

Para eleger essas cores, a Pantone conta com departamentos onde pesquisadores e profissionais de áreas diversas observam o comportamento das pessoas do mundo todo nas ruas, no cinema, na arte, nas lojas, eventos, e até de formadores de opinião. Tem muito a ver com o trabalho do coolhunter, que eu abordo nesta matéria. A partir dos relatórios gerados pelos profissionais, a empresa consegue detectar – e antecipar – as preferências dos consumidores.

Neste ano, aproveitando a onda do “see now, buy now”, que reinou na temporada Primavera/Verão 2017, a Pantone resolveu divulgar antecipadamente sua lista das 10 cores da estação. Confira quais são elas:

Niagara 17-4123pantone-niagaraPrimrose Yellow 13-0755 pantone-primrose-yellowLapis Blue 19-4045 

pantone-lapis-blueFlame 17-1462pantone-flameIsland Paradise 14-4620 

pantone-island-paradisePale Dogwood 13-1404 pantone-paledogwoodGreenery 15-0343 pantone-greeneryPink Yarrow 17-2034 

pantone-pink-yarrow

Kale 18-0107 

pantone-kale

Hazelnut 14-1315 

pantone-hazelnut

(Des)construindo padrões de beleza

(Des)construindo padrões de beleza

Por: Matheus Martins (o mais novo e querido colaborador do Um suspiro!)

Diferente. Do latim differens, “que não é igual, diferente”, “colocar de lado”, de DIS, “fora, afastado de”, mais FERRE, “levar, portar, carregar”. Na contramão do caminho usual, grandes marcas têm mostrado que as diferenças e os “diferentes” podem sim pertencer ao “(normal)glamour”. Causar desejo ao consumidor é um dos objetivos (diria que o principal) das marcas de moda e pra isso acontecer elas utilizam linguagens visuais e estratégias de marketing voltadas para conectar o consumidor-final e o produto, através da identificação ou da empatia. Esse é o grande desafio que as marcas têm que enfrentar hoje, já que o público tem se mostrado cada dia mais heterogênio e fluido. É fácil perceber que há um movimento de valorização e exaltação das diferenças na moda, que vai da tendência genderless aos desfiles carregados do espírito transformador dos anos 2000.

Retrato da juventude, com 20 anos Chantelle Winnie (des)constrói padrões em cada campanha e editorial dos quais participa. A jovem canadense é a primeira modelo com vitiligo a ganhar notoriedade que ultrapassa os flashs, já que também é ativista e porta-voz da experiência em viver com o vitiligo.

Sua beleza atraente e provocativa já estampou editoriais para a marca Desigual (Chantelle tornou-se a representante oficial da label espanhola) e estampou as páginas das revistas i-D e Dazed. A modelo foi um dos destaques da campanha Primavera/Verão15 da Diesel, fotografada pelo Nick Knight e por aí vai a caminhada de sucesso da modelo descoberta no America’s Next Top Model.

chantelle4 chantelle5 tumblr_no1ygvRJFj1rb7ktyo2_500

Nesse mesmo caminho e da mesma geração que Chantelle, o modelo norte-americano Shaun Ross já conquistou o mundo fashion. Com 24 anos, o modelo, que é albino, teve ser primeiro contato com a moda aos 16 anos. Expressividade e inspiração são traços da personalidade e da aparência de Ross, que já apareceu em vários clipes musicais, dentre eles o de “E.T.” da cantora californiana Katy Perry, “Party” e “Pretty Hurts” da Beyoncé e também no curta-metragem da Lana Del Rey, Tropico. Sua lista de trabalhos na moda é extensa, inclui a revista GQ britânica, Vogue Italiana, i-D Magazine, Paper Pagazine e Another Man, Alexander McQueen e Givenchy são alguns nomes.

shaun07 Shaun08 shaun-ross-danny-nguyen-03a

O bacana disso tudo é que a moda deve ser espelho – e vitrine – das mudanças que a sociedade deve e tem que enfrentar. Não dá pra negar, a beleza está na diferença e na diversidade, dois rumos que a moda não tem como escapar, felizmente.

Já ouviu falar nas calcinhas menstruais?

Já ouviu falar nas calcinhas menstruais?

Já tem um tempinho que o debate sobre os métodos para barrar a menstruação está bombando na web. Ano retrasado conheci o copinho menstrual e, apesar de ainda não ter experimentado, achei a ideia sen-sa-cio-nal. Então, seguindo esta linha, diversas alternativas começam a surgir e a última que eu conheci foi a da calcinha menstrual.

Criada pela engenheira química Julie Sygiel, a peça nada mais é do que uma calcinha com uma tecnologia hiper-mega-super avançada capaz de resistir a até três colheres de chá de líquido sem vazar, sem ficar com mau cheiro e ainda por cima fácil de lavar.Eu descobri isso fuçando a internet e o tema gerou um grande bafafá entre as minhas amigas. O motivo da agitação era a curiosidade acerca do objeto nunca antes visto por nenhuma de nós. Ficamos bem divididas, confesso: algumas acharam bizarro, outras totalmente revolucionário. Para descobrir em qual dos lados eu estava, resolvi testar.

tecnologia
Explicação da tecnologia

Mandei e-mail para a marca criada pela Julie, a Dear Kate (aliás, muito amor pelo site que tem modelos com todos os biotipos sem preconceitos), me apresentando como jornalista e comentando que gostaria de testar a peça. Eles me enviaram duas pelo correio.

Fiz o teste e, de acordo com o meu padrão de qualidade, a calcinha ganhou o selo de “aprovada”. Ah, mas aproveito para esclarecer que a calcinha não funciona como um absorvente, mas sim como um reforço para evitar acidentes, tá?

DearKate_700x400
Julie Sygiel

De maneira bem resumida, vamos aos motivos para usá-la:

– Sua menstruação está prestes a descer, mas você não sabe o dia exato e não quer usar absorventes desnecessariamente (o seu bolso e o planeta agradecem);

– Poder usar calça branca sem medo;

– Você quer fazer exercícios com mais segurança e sem acidentes de percurso;

– Seu fluxo é intenso e você sempre se irrita com as manchinhas de sangue que ficam na calcinha quando o absorvente sai do lugar ou quando o o.b não segura a onda. A calcinha menstrual é lavável e seca rapidíssimo – papo de lavar à noite e ela estar seca pela manhã;

– Você está no fim do período menstrual, mas não tem certeza se o sangramento acabou de vez;

Agora os pontos negativos:

– Que eu saiba, ainda não vendem este tipo de calcinha aqui no Brasil (#ficaadica pra quem quer montar um novo negócio), então é difícil achar;

– O preço das calcinhas que eu testei da marca americana Dear Kate é BEM salgado. Elas variam de U$ 32 a U$58 + o frete. Além disso, o ideal é ter pelo menos duas para alternar no período menstrual. Pelo menos pensa que você vai evitar jogar fora muita calcinha manchada e gastar absorventes de bobeira, sei lá;

– A maioria dos modelos não são lá muito bonitos.

E você, acha que a calcinha menstrual é útil ou totalmente desnecessária? Ficou curiosa pra testar? Conta pra mim!