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A arte que é a cara do Rio

A arte que é a cara do Rio

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A designer e artista digital Sandra Smith

As belezas do Rio de Janeiro, sejam elas naturais ou construídas, surgem como protagonistas da exposição Rio + Smith – um olhar sob a cidade, cuja abertura aconteceu no último domingo, 10/07, no Midrash Centro Cultural, no Leblon. As obras digitais delicadas e com imagens marcantes são assinadas pela Sandra Burle Marx Smith (@sandrasmithstudio), que herdou da família a veia artística e o amor pela cidade.

A mostra da designer e artista digital é composta por fotografias do Rio, impressas em telas de algodão e baseadas nos seus personagens, praias e detalhes. Aliás, sob o seu olhar e sensibilidade, nenhum detalhe passa despercebido. Até a obra do porto vira arte ao ser transformada em caleidoscópio.

Para explicar melhor a proposta, apresento o texto de Lucelena Ferreira, que de tão lindo me fez suspirar:

“Atualmente, o Rio segue contornado na contramão do tempo, que afoga o branco de seus atropelos. Com sua arte, Sandra Smith inventa um convite de abraço à cidade, resgatada em maravilhas. No seu olhar sobre o Rio, a artista recolhe somente o que cintila: do susto ao salto, do lixo ao limo das estrelas. Nas telas, o Rio é estrela em sina sem lapa, no coração fincada infinita. O antigo e o novo, em caleidoscópio, afinam um canto que não para em parabéns. Sandra sabe cavar beleza no vasto e no miúdo, traduzindo a cidade que queremos, em suave sempre. E de novo o Rio acende suspiros.”

A exposição poderá ser vista de segunda a quinta-feira, das 14h às 22h, no Midrash Centro Cultural, no Leblon, até o dia 01/09.

As 43 telas, de diversos tamanhos, estão disponíveis para compra no próprio local. Confira algumas na galeria abaixo (clique nas imagens para ampliar):

Contato: sandrasmithstudio@gmail.com.

 

Rio Moda Discute Internacional agita a agenda carioca

Rio Moda Discute Internacional agita a agenda carioca

Foto da capa: Bruno Ryfer.

Entre os dias 28 e 30/06, o Rio de Janeiro foi agraciado por um evento de deixar qualquer fashionista com os olhos brilhando. Realizado pelo Instituto Rio Moda, o RMDI 2016 teve como tema “A música que você veste” e reuniu convidados de peso não só nas mesas redondas, como também nos talkshows mediados pela jornalista Maria Prata, no teatro do Fashion Mall. Entre eles Victoria Broackes, curadora do V&A Museum; Patricia Carta, publisher da Harper’s Bazaar Brasil; Fabien Guyon, fashion Music PR; e Jackson Araujo, consultor criativo.

Victoria Broackes, por exemplo, trouxe toda a sua expertise em curadoria, usando como pano de fundo a incrível exposição David Bowie Is, que ela ajudou a construir. A mostra ficou exposta no V&A Museum em 2013 e depois começou a rodar o mundo, passando até por São Paulo. Segundo ela, não existe uma fórmula especifica para o processo de curadoria, mas existem alguns mecanismos que ajudam, como o espaço que você tem para expor.

“O que conta, na verdade, é a história que você quer contar. E você precisa encontrar uma forma de contá-la num espaço limitado e muitas vezes pequeno para os objetos. Você precisa ser rigoroso com as suas escolhas para entreter o visitante. Cada objeto precisa contar duas ou três histórias. Se ele contar apenas uma não é suficiente”, conta.

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Jackson Araújo, por sua vez, embalou o evento com a sua sensibilidade estética e olhar apurado sobre movimentos culturais.  Durante a sua apresentação, ele enumerou as ondas comportamentais que influenciam a moda e nortearam a exposição “A Música que você veste”: o Século XX – de Elvis Presley aos Clubkids; o Woman Power – a potência feminina; Charming Man – a nova elegância masculina; Gender Bender – o fim das barreiras de gênero; Sexy Leather – transgressão e erotismo; Mixed Media – pop stars da mídia em revistas e passarelas; Label Stars – ícones pop em ações de marketing; e Brasil Now! – os novos estilos brasileiros.

“Todo momento de caos gera criatividade. Portanto, essa é uma oportunidade de trazer e lançar coisas novas. Eu acho que a música, especificamente, tende a cada vez mais, em momentos de crise, a refletir o que está acontecendo ou o que está nas ruas, trazendo um pouco do lado rebelde e transgressor do rock ou ir para um caminho poético lúdico de escapismo”, afirma o consultor criativo.

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Convidados da segunda noite de talkshow. Foto: Bruno Ryfer

Você pode conferir a cobertura completa do Rio Moda Discute Internacional 2016 aqui.