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Minha primeira vez na Europa (Parte 3 – Lisboa)

Minha primeira vez na Europa (Parte 3 – Lisboa)

Alerta: Caso você não tenha lido a parte I e a parte II dessa aventura, leia antes de continuar!

Próxima e última parada da viagem: Lisboa, onde a minha prima (a grande responsável pela minha coragem em viajar sozinha) estava de fato morando. Fiquei hospedada num apê que ela dividia com mais três meninas: a Carol, a Babi e a Allana. Apesar do pouco tempo de convívio, os dias foram intensos e suficientes para eu criar um carinho enorme pelas três.

Lisboa08Para quem conhece o Rio de Janeiro e Salvador, eu diria que Lisboa é uma mistura de Santa Teresa com o Pelourinho. É uma cidade que exala história, principalmente na arquitetura. Lá, eu posso dizer que tive uma experiência menos turística porque pude conviver com moradores e frequentar espaços onde os locais costumam ir.

Um passeio que eu amei fazer e recomendo fortemente é o Castelo de São Jorge, que tem uma vista maravilhosa da cidade. O Castelo foi construído em meados do século XI e ainda preserva as onze torres e elementos característicos das fortificações militares de época islâmica.

Apesar de ficar um pouco distante, outro passeio que vale a pena é conhecer Belém, cidade que dá nome aos famosos pasteis de nata portugueses.

Eu e a minha prima também tentamos fazer juntas o passeio de teleférico que leva ao Oceanário de Lisboa, mas demos de cara com a porta porque era o dia da manutenção. Por isso, migos, eis uma dica preciosa: cheque sempre os horários e dias de funcionamento antes de sair para passear para não ter surpresas e perder tempo da viagem, como aconteceu comigo.

Algumas outras dicas e observações sobre o lugar:

– Os portugueses são um pouco impacientes, mas calorosos ao mesmo tempo;

– Para conhecer Lisboa bastam uns três dias, mas já me disseram que vale reservar um período para conhecer as cidades no entorno, como Sintra, Porto, etc. Eu não tive tempo de conhecer esses lugares, mas fiquei com muita vontade;

– O metrô funciona super bem e é bem mais simples de entender do que o de Paris, por exemplo;

– A Rua Augusta é excelente para fazer compras, tem umas lojas bem legais e uma Amorino – a melhor sorveteria do MUNDO;

– Na Rua Augusta também é onde fica situado o MUDE – Mudeu do Design e da Moda. A entrada é franca e ele fica aberto de terça a domingo, das 10h às 18h.

-Se estiver à procura de uma night em Lisboa, eu recomendaria a Main.

Confira a galeria de fotos

Minha primeira vez na Europa (Parte II – Paris)

Minha primeira vez na Europa (Parte II – Paris)

Depois de quatro dias intensos em Londres, peguei o Eurostar, trem que liga Londres à Paris e vice versa. Como era fim de semana, minha prima, a Ju, saiu de Lisboa e foi me encontrar (Europa tem dessas facilidades. Você visita países como se estivesse indo à esquina). Quando cheguei, estava perdidinha e, acredite, o metrô é MUITO complicado de entender, principalmente se você não entende uma palavra de francês, além de bonjour, au revoir e merci.

Peguei o mapa para me localizar (ignorando o fato que tenho dificuldades com isso) e quando desci na estação do albergue em que ficaria com a minha prima eu não fazia a menor ideia de como sair daquele labirinto. O motivo? Não sabia que sortie significa saída. Então, uma dica importante pra quem se aventurar em Paris sem falar francês, SORTIE não é SORTE como eu imaginei, ok?

torre eiffel
Torre Eiffel

Mas vamos ao que interessa: Paris é, de fato, a cidade mais charmosa que eu já conheci em toda a minha vida. A arquitetura, totalmente diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil, é encantadora. Eu andava por lá hipnotizada com tudo que eu via: os cafés, os jardins, as praças, os restaurantes, os museus. Em Paris, tudo parece cena de filme.

Algumas impressões e dicas do que fazer lá:

Não é mentira que a maioria dos franceses odeia falar inglês. Aborde-os sempre com muita educação, explicando que você não sabe falar francês. Isso pode fazer toda a diferença;

– Se for no verão, faça um piquenique no Jardin du Luxembourg. É muuuito agradável;

– Passar por Paris sem caminhar por St. Germain e pelo Marais (meu bairro preferido, o mais cool) é o mesmo que visitar o Rio e não conhecer Ipanema e Leblon. Mentira, acho que é até pior.

– O Louvre é gigantesco e cheio de informações. Na minha opinião, vale fazer uma visita guiada para que você tire o melhor proveito do local e saia de lá realmente informado. Outra dica é: não vá correndo. Se puder, separe um dia da viagem para visitar o museu e depois aproveitar o entorno. O Jardin des Tuileries é uma graça, ótimo para tirar fotos e relaxar.

– O Museu D`Orsay é bem menor e dá para conhecer em algumas horas. Ele fica às margens do rio Sena e é o meu preferido por conter obras maravilhosas do Monet, Van Gogh, Rodin, entre outros artistas superconhecidos.

– Muitos não conhecem ou não dão muita bola, mas o Museu Quai Branly das artes e das civilizações da África, da Ásia, da Oceania e das Américas, é um máximo! Fica pertinho da Torre Eiffel e tem um jardinzinho fofo no entorno;

– Subir a Tour Montparnasse, um observatório que fica no topo de um arranha céu, é melhor do que subir a Torre Eiffel porque fica bem menos cheio (não costuma ter fila) e é ainda mais alto. É a melhor vista da cidade que você pode ter. Vá no fim da tarde para pegar o pôr-do-sol;

– Se quiser conhecer alguma igreja, mas não tiver muito tempo, escolha a Catedral de Notre Dame. Ela é maravilhosa e bem central. A Basílica de Sacré Coer fica mais distante, em Montmatre, e particularmente não achei tudo isso. Ah, e por falar em Montmatre, é a região famosa que aparece nos filmes de Amélie Poulain. Me falaram que tem umas coisas bem interessantes para conhecer, mas não tive tempo =(

– Não vá embora sem provar o chocolate quente da Angelina, principalmente se você for no inverno (end: 226 rue de Rivoli 75001);

– Se quiser dica de restaurante, vale experimentar o Le Relais de L` Entrecôte. Super badalado, só tem um prato: contrafilé com batata frita;

Faça uma visita ao shopping e ao supermercado Bon Marché. Tenho uma queda por supermercados quando viajo e esse é o melhor de tooodos: muitas especiarias, chocolates, azeites, mostardas, etc.)

 

Aproveito o fim deste post para agradecer não só à minha prima, que fez da minha ida à Paris inesquecível, como também à Tita e ao Thierry que me receberam na casa deles na minha última noite com o maior carinho. <3

Minha primeira vez na Europa – Parte I (Londres)

Minha primeira vez na Europa – Parte I (Londres)

Gosto de contar essa história para encorajar as mulheres que morrem de vontade de viajar, mas acabam desistindo por medo de irem sozinhas. Sim, medo. Quem é mulher sabe do que eu estou falando. Foi assim comigo até o dia em que a minha prima foi fazer um intercâmbio em Lisboa e me convenceu de ir visitá-la.

Confesso que Lisboa nunca esteve no topo da minha lista de prioridades de lugares para conhecer na Europa, mas pensei: por que não? Vou ter onde ficar e as passagens estão em conta. E por que não aproveitar para conhecer outros lugares? Senti um friozinho na barriga porque até então eu não tinha viajado tanto pra fora, muito menos sozinha. Mas era um friozinho gostoso, com um quê de aventura, de desafio e tenho certeza que essa decisão foi uma divisora de águas na minha vida.

Na semana seguinte comecei a me organizar e, dois meses depois, eu estava entrando num avião sozinha (e olha que eu morro de medo de avião) rumo ao sonho de conhecer aqueles lugares que até então eu só tinha visto em filme. Minha cabeça estava a mil.

Chegando em Londres…

Imagine uma pessoa de 1,62 carregando uma mochila nas costas e uma mala LARANJA, pesando 32kg, cheia de roupas de inverno, no metrô de Londres. Visualizou? Agora pensa que essa pessoa tinha que carregar sozinha essa mala pra um lado e pro outro sem nenhum tipo de ajuda (sim, os ingleses são educados, mas não a ponto de se oferecem para carregar sua mala).

Pois é, essa foi minha chegada nada glamurosa. Fiquei hospedada na casa de uma amiga (valeuu, lix <3), mas só nos víamos rapidamente à noite porque fui durante a semana e ela trabalha, então eu fiz todos os passeios turísticos sozinha.

Achei que eu fosse odiar essa sensação e que ficaria mega solitária, mas sabe que eu curti? Acho que esses momentos foram cruciais para o meu autoconhecimento. Além disso, eu senti um prazer enooorme em fazer o que eu tinha vontade, no meu tempo. Entrar num museu, num café ou até mesmo numa loja e ficar o tempo que queria, sem ninguém apressar. Tem coisa melhor?

Foi tudo muito tranquilo e sem perrengues. Lembro que andava muito e fiz praticamente TUDO de metrô. Para isso, carreguei um cartão chamado Oyster para usar a vontade durante o período e valeu muito a pena.

Agora algumas dicas e observações sobre Londres:

– Sabe aquela expressão “pontualidade britânica”? Pude comprovar na prática. São pontuais, educadíssimos, falam baixo e se você pede qualquer tipo de informação, não hesitam em ficar um bom tempo te explicando as coisas em detalhes;

– Tem fish and chips (prato típico de lá) em tudo quanto é lugar e, sinceramente, não achei tão gostoso assim. O peixe é pura fritura e a nossa batata frita é bem melhor (#prontofalei);

– A maioria dos bares e restaurantes fecha cedo;

– Pegar o metrô nos horários de pico (de 18h às 19) é quase tão tenso (ou pior) quanto pegar metrô aqui no mesmo horário;

– Covent Garden é meu bairro preferido disparado. Ele é charmosíssimo e tem vááárias lojinhas, além de restaurantes gostosos, como o do Jamie Oliver;

– Camden Town (bairro da Amy Winehouse e dos undergrounds, alternas e rockers) é muito mais legal do que você imagina. Se você gosta de feirinhas, não deixe de ir ao Camden Market;

– Se você adora experimentar novos pratos, a feirinha do Borough Market é como um parque de diversões. Ela fica aberta ao público às quintas, sextas e aos sábados com comidas de todas as partes do mundo. Se você for no sábado é bom chegar cedo para evitar a multidão;

– O museu Tate Modern é o meu preferido e tem uma vista linda da cidade no último andar;

– O passeio na London Eye, a roda gigante, por mais turístico clichê que possa parecer, vale as quase 30 libras porque é emocionante ver a cidade toda de cima;

– South Kensignton é um dos bairros mais chiques de Londres, onde você encontra as melhores lojas e de quebra ainda visita o Victoria & Albert Museum, parada obrigatória para quem gosta de moda. Perto da estação, tem os restautantes Comptoir, de comida libanesa, e a Kensington Creperie, uma creperia de-li-ci-o-sa;

– Outro lugar excelente para fazer compras é a Oxford Street. Se não tiver na vibe de compras, o lugar é igualmente interessante, principalmente se você passar em Carnaby Street, que fica bem pertinho e é uma das ruas transversais, se não me engano;

– Não deixe de experimentar o Ben`s Cookies. Tem em quase toda esquina e é o cookie mais famoso de Londres.