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A marca de confeitaria que vai te deixar com água na boca

A marca de confeitaria que vai te deixar com água na boca

Bel Feith tem apenas 27 anos e, além de ser minha amiga do coração, é um talento nato para a confeitaria (sou suspeita pra falar, mas muito sincera). Pós-graduada em uma das escolas de culinária mais renomadas dos Estados Unidos, a Culinary Institute of America (NY), a confeiteira é especialista na produção de bolos decorados, tortas e sobremesas para ocasiões especiais.

Neste fim de ano, Bel lançou a sua marca no mercado e eu resolvi bater um papo com ela para saber como foi esse processo. O que faz dela especial? A paixão pelo que faz, claroo!

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Bel Feith, à esquerda, e uma amiga também confeiteira

Bel, o que despertou o seu interesse pela culinária?

Eu descobri ainda pequena a paixão pela cozinha. A minha avó materna, com quem eu sempre tive uma ligação muito forte, é uma cozinheira incrível. Toda vez que eu ia pra sua casa, tinha a oportunidade de provar seus quitutes, além de ajudá-la na cozinha. À medida que eu fui crescendo, ela aumentava minhas responsabilidades e o nível de sofisticação nas tarefas. Como resultado, não somente aprendi boa parte do que sei com ela, como também pude perceber o quanto o ato de cozinhar era importante para mim.

E você sempre soube que trabalharia com isso?

Bom, não foi de cara que eu resolvi fazer faculdade de gastronomia. Cheguei a fazer cinco períodos de comunicação na PUC-Rio antes de ter a coragem de seguir o meu sonho. Não foi um processo simples porque, principalmente aqui no brasil, a gastronomia ainda não é uma profissão tão valorizada (apesar de sentir que isso agora esteja mudando).

Mesmo assim bati o pé e resolvi colocar o meu plano em prática. Me matriculei no curso de gastronomia da Estácio de Sá e me formei em 2012. Depois, fui para Nova York, onde eu passei dois anos e meio para fazer a minha pós na Culinary Institute of América e outros cursos na área.

Como traçou a sua experiencia profissional?

Aqui no Brasil, cheguei a trabalhar em confeitarias renomadas, como a Boulangerie Guerin, sob a tutela do próprio Domninque Guerin. Já durante os dois anos e meio que passei em Nova York, botei a mão na massa em resorts cinco estrelas, como o The Woodstock Inn Resort and Spa, em Vermont,  preparando doces e sobremesas para eventos e festas. Não vou mentir, passei perrengue, mas foi nesse momento que eu descobri a minha paixão por design de bolos e resolvi me especializar no ramo. Cheguei até a fazer um curso de três meses no International Culinary Center, com cake designer Ron Ben Israel, que é mega conceituado lá fora.

O que te motiva, te inspira?

Em tudo que eu faço, tento dar o meu melhor para transmitir para os meus produtos tudo o que aprendei. Em todo lugar em que eu trabalhei e em todas as instituições nas quais estudei, analisava cada receita e tentava tirar o que tinha de melhor em cada uma delas. Com isso, pude personalizá-las e desenvolver as minhas próprias depois de testes, erros e acertos. Para mim, a melhor parte de trabalhar com gastronomia é observar as emoções e sentimentos que o ato de saborear um bom prato ou doce é capaz de provocar nas pessoas. Nada me dá mais prazer do que ver um sorriso de satisfação no rosto de um cliente e acho que é isso que faz o meu trabalho diferenciado.

Entre as maravilhas que a Bel Feith está planejando para o Natal há bolos natalinos com frutas cristalizadas decorador com flor de açúcar e as tortas de nozes pecan.

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Bolo de frutas cristalizadas decorado com uma flor de açúcar (!)

 

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Torta de nozes pecan
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Biscoitos rendados de gengibre <3

Você pode acompanhar o seu trabalho em sua página no Facebook (facebook/belfeith) e também no Instagram (@belfeith). Para encomendas, basta enviar e-mail para bebelfeith@hotmail.com ou ligar para (21) 98114-0460.

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As flores de açúcar maravilhosas feitas por ela (fonte: @belfeith no insta)
O minimalismo e delicadeza nada óbvia da Tayla Nicolaeff

O minimalismo e delicadeza nada óbvia da Tayla Nicolaeff

Foi-se o tempo em que nós, mulheres, precisávamos esperar a boa vontade do pai, marido ou namorado para ter uma joia. Estamos cada vez mais independentes, empoderadas e podemos sim comprar as nossas próprias se quisermos (#amém). Esse, inclusive, é o foco da marca de joias da Tayla Nicolaeff,  que leva o seu nome. Segundo a designer, o objetivo é que as suas peças – mesmo sendo de ouro – sejam funcionais e acessíveis, sem muita extravagância.

E foi exatamente isso que me conquistou. Eu já “namorava” as criações da Tayla por meio do Instagram da marca (#quemnunca) quando surgiu a ideia de uma possível matéria no blog. Fui até o atelier dela, um cantinho fofo no Leblon, para conversarmos.

Abaixo você confere o resultado do nosso bate-papo, que me rendeu uma aula de inspiração e perseverança. Afinal, se tem algo que eu adoro escrever é sobre pessoas que inspiram e correm atrás dos seus sonhos. <3

Um suspiro: Você sempre quis ser designer de joias? Como percebeu que tinha essa vocação?

Tayla: Desde criança eu era louca por joias, tanto que quando fiz 15 anos, não quis festa nem viagem, escolhi uma joia de presente. Toda ocasião especial era motivo para ganhar uma. E o engraçado é que a minha mãe não é assim, sempre foi algo meu mesmo. Além disso, adoro trabalhos manuais. Mas, quando tive que escolher uma profissão, como eu não tinha certeza do que queria, acabei optando por algo mais “tradicional” e fiz Administração.

Um suspiro: E como foi essa transição de carreira?

Tayla: Fazer ADM foi uma escolha que acabou sendo boa porque me deu uma base de gestão para tocar o meu negócio, mas não me sentia completamente realizada. Então, no período seguinte da minha formatura, eu me matriculei na pós de Design de Joias da PUC – que durou dois anos – e fiz também um curso no SENAI de ourivesaria. Nessa época, eu criei a minha marca de joias e por um tempo tentei conciliar com o meu trabalho na área financeira porque ainda me sentia um pouco insegura de “trocar o certo pelo duvidoso”. Faltava um empurrãozinho de coragem para eu seguir a minha vocação. Isso aconteceu quando eu voltei de uma viagem de dois meses pela Ásia no fim do ano passado. Lá eu refleti bastante e percebi que precisava fazer o que mais me fazia feliz.

Um suspiro: Suas peças são delicadas, minimalistas e marcantes ao mesmo tempo. O que te inspira para criá-las?

Tayla: Estou sempre com as antenas ligadas, prestando atenção em tudo à minha volta: na arquitetura, na arte, num corrimão, em portas e até no acabamento de janelas. Eu gosto de leveza, do clean, da delicadeza sem clichês. Eu trato joia como arte, penso nos mínimos detalhes. Além disso, estudo para que as minhas peças sejam multifuncionais e versáteis. O escapulário, por exemplo, que é o meu carro-chefe, pode ser usado tanto para ir à praia, quanto para um casamento. É curioso porque eu sempre soube que queria criar joias para tirar da caixa e usar no dia a dia.

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Aneis da nova coleção Flow

Um suspiro: Você tem planos para o futuro da marca?

Tayla: Tenho vontade de expandir, talvez com um e-commerce. Eu tenho muitas clientes de fora, como Canadá e Austrália, que me conheceram por meio do Instagram. Aí você percebe a dimensão que o seu trabalho pode tomar. Penso também em de repente colocar as joias para vender em alguns lugares, mas não tenho a intenção de transformar o atelier em loja. Eu gosto dessa proximidade que ele proporciona. O atelier desmistifica um pouco essa ideia do mercado de luxo em torno das joias. Aqui não tem frescura. As minhas clientes ficam super à vontade e podem vir vestidas do jeito que quiserem, até direto da praia.

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O brinco da coleção Flow é exemplo da multifuncionalidade das suas peças: o bastão maior pode ser retirado para que o brinco seja usado de duas maneiras diferentes.

Veja mais algumas fotos suspirantes das peças da Tayla Nicolaeff (clique nas imagens para ampliar):

Se você quiser acompanhar o trabalho da designer de joias, o Instagram da marca é @taylanicolaeffjoias.