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O minimalismo e delicadeza nada óbvia da Tayla Nicolaeff

O minimalismo e delicadeza nada óbvia da Tayla Nicolaeff

Foi-se o tempo em que nós, mulheres, precisávamos esperar a boa vontade do pai, marido ou namorado para ter uma joia. Estamos cada vez mais independentes, empoderadas e podemos sim comprar as nossas próprias se quisermos (#amém). Esse, inclusive, é o foco da marca de joias da Tayla Nicolaeff,  que leva o seu nome. Segundo a designer, o objetivo é que as suas peças – mesmo sendo de ouro – sejam funcionais e acessíveis, sem muita extravagância.

E foi exatamente isso que me conquistou. Eu já “namorava” as criações da Tayla por meio do Instagram da marca (#quemnunca) quando surgiu a ideia de uma possível matéria no blog. Fui até o atelier dela, um cantinho fofo no Leblon, para conversarmos.

Abaixo você confere o resultado do nosso bate-papo, que me rendeu uma aula de inspiração e perseverança. Afinal, se tem algo que eu adoro escrever é sobre pessoas que inspiram e correm atrás dos seus sonhos. <3

Um suspiro: Você sempre quis ser designer de joias? Como percebeu que tinha essa vocação?

Tayla: Desde criança eu era louca por joias, tanto que quando fiz 15 anos, não quis festa nem viagem, escolhi uma joia de presente. Toda ocasião especial era motivo para ganhar uma. E o engraçado é que a minha mãe não é assim, sempre foi algo meu mesmo. Além disso, adoro trabalhos manuais. Mas, quando tive que escolher uma profissão, como eu não tinha certeza do que queria, acabei optando por algo mais “tradicional” e fiz Administração.

Um suspiro: E como foi essa transição de carreira?

Tayla: Fazer ADM foi uma escolha que acabou sendo boa porque me deu uma base de gestão para tocar o meu negócio, mas não me sentia completamente realizada. Então, no período seguinte da minha formatura, eu me matriculei na pós de Design de Joias da PUC – que durou dois anos – e fiz também um curso no SENAI de ourivesaria. Nessa época, eu criei a minha marca de joias e por um tempo tentei conciliar com o meu trabalho na área financeira porque ainda me sentia um pouco insegura de “trocar o certo pelo duvidoso”. Faltava um empurrãozinho de coragem para eu seguir a minha vocação. Isso aconteceu quando eu voltei de uma viagem de dois meses pela Ásia no fim do ano passado. Lá eu refleti bastante e percebi que precisava fazer o que mais me fazia feliz.

Um suspiro: Suas peças são delicadas, minimalistas e marcantes ao mesmo tempo. O que te inspira para criá-las?

Tayla: Estou sempre com as antenas ligadas, prestando atenção em tudo à minha volta: na arquitetura, na arte, num corrimão, em portas e até no acabamento de janelas. Eu gosto de leveza, do clean, da delicadeza sem clichês. Eu trato joia como arte, penso nos mínimos detalhes. Além disso, estudo para que as minhas peças sejam multifuncionais e versáteis. O escapulário, por exemplo, que é o meu carro-chefe, pode ser usado tanto para ir à praia, quanto para um casamento. É curioso porque eu sempre soube que queria criar joias para tirar da caixa e usar no dia a dia.

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Aneis da nova coleção Flow

Um suspiro: Você tem planos para o futuro da marca?

Tayla: Tenho vontade de expandir, talvez com um e-commerce. Eu tenho muitas clientes de fora, como Canadá e Austrália, que me conheceram por meio do Instagram. Aí você percebe a dimensão que o seu trabalho pode tomar. Penso também em de repente colocar as joias para vender em alguns lugares, mas não tenho a intenção de transformar o atelier em loja. Eu gosto dessa proximidade que ele proporciona. O atelier desmistifica um pouco essa ideia do mercado de luxo em torno das joias. Aqui não tem frescura. As minhas clientes ficam super à vontade e podem vir vestidas do jeito que quiserem, até direto da praia.

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O brinco da coleção Flow é exemplo da multifuncionalidade das suas peças: o bastão maior pode ser retirado para que o brinco seja usado de duas maneiras diferentes.

Veja mais algumas fotos suspirantes das peças da Tayla Nicolaeff (clique nas imagens para ampliar):

Se você quiser acompanhar o trabalho da designer de joias, o Instagram da marca é @taylanicolaeffjoias.

Casa Cor Rio apresenta tendências de arquitetura, design e decoração

Casa Cor Rio apresenta tendências de arquitetura, design e decoração

No último sábado, 12/11,  resolvi conhecer pela primeira vez a Casa Cor, reconhecida como maior e melhor mostra de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas. Nunca tinha ido (o evento acontece anualmente desde 1987) porque achava que era algo específico para arquitetos e designers de interiores, mas descobri que é muito mais do que isso: é um programa para quem curte se inspirar, seja você da área ou não.

Assim que botei o pé na “casa rosa”, espaço em que acontece o evento no Rio de Janeiro este ano, já me encantei. Com jardins de Burle Marx e um terreno de despertar inveja em qualquer ser humano eu me senti num mini-paraíso particular. Dá pra ficar horas observando a natureza do lugar antes de visitar os ambientes assinados por arquitetos, decoradores e designers cariocas.

Abaixo, você confere 7 tendências, que marcam a riqueza e diversidade dos projetos:

1) Aproveitamento minucioso de espaços e multifuncionalidade;

2) Aposta em novos métodos construtivos, com bambu, madeira e vidro, em casas transportáveis e mais sustentáveis;

3) Apelo sensorial, que inspiram a contemplação e a tranquilidade, bem à moda antiga, como os jardins modernistas de Burle Marx;

4) Foco na tecnologia, com recursos da realidade virtual e no controle de climatização e iluminação;

5) Contraste equilibrado entre clássico e contemporâneo no quesito estilo;

6) Minimalismo, trazendo respiro aos espaços, valorizando os vazios e os layouts com poucos e bons elementos;

7) Pegada industrial com um toque dos metalizados.

 

Ambiente de Adriana Valle e Patricia Carvalho
Quarto do Casal: ambiente de Adriana Valle e Patricia Carvalho (Foto: divulgação)
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Estar do jardim: ambiente de Bebel Niemeyer e Maria Pia Ferraz (Foto: divulgação)
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Banheiro de Marta Guimarães e Daniele Faraco (Foto: divulgação)
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Sala de almoço: ambiente de Marise Marini (Foto: divulgação)

Quando:
Até 20 de novembro de 2016
Terça a domingo das 12h às 21

Local:
Rua Marques de São Vicente, 268 – Gávea (Residência Celso Rocha Miranda)

Valores:
Terça a sexta: R$ 50
Meia: R$ 25
Sáb, Dom e feriado: R$ 60
Meia: R$ 30

Décor pra todos os bolsos

Décor pra todos os bolsos

Deixa eu adivinhar: você passou a ser dona do seu próprio canto há um tempo e seu sonho sempre foi contratar um serviço de consultoria em design de interiores para deixar tudo lindão, moderno e funcional dentro de casa. Mas, como a grana tá curta, os planos ficaram só na vontade.

Detesto usar clichês, mas preciso dizer que… os seus, os meus, os nossos problemas acabaram! Isso porque a designer de interiores Juliana Zappa teve a brilhante ideia de criar um serviço personalizado, no qual cliente monta o pacote que quiser, dentro do seu orçamento (jajá você saberá como funciona).

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A designer de interiores Juliana Zappa

Nesta entrevista você confere uma verdadeira aula de inovação, foco e de quebra ainda recebe algumas dicas para adotar na sua casa.

Um suspiro: Você mudou de profissão. Era comunicóloga e descobriu o Design de Interiores. Como foi isso?

Juliana Zappa: O Design de Interiores sempre foi um interesse, digamos, latente. Foi uma das opções pensadas na época do vestibular, pois queria fazer o curso de Composição de Interior da EBA (Escola de Belas Artes da UFRJ). Mas também queria Psicologia ou Comunicação. Aos dezoito anos é difícil ser certeiro nas escolhas… A Comunicação é um curso abrangente, interessante e complementar para qualquer outra formação. Não me arrependo dessa escolha, ela só não foi a única. Depois de alguns anos atuando como publicitária em uma grande empresa, casei, me mudei para Salvador e o mercado de comunicação se tornou pequenininho. Aí eu me vi com duas opções: empurrar a carreira com a barriga ou investir em algo novo. Não vou negar a ansiedade, o frio na barriga… eu sempre fui certinha, sabe? Prezava pela segurança e independência. Recomeçar a carreira não tem nada de seguro e definitivamente você precisa de apoio, suporte. E isso não me faltou. Hoje, concilio bem as duas profissões e mais umas tantas! Para ser empreendedor, além de designer e publicitária, eu preciso ser administradora, fotógrafa, comerciante, atleta, malabarista, cara de pau… (risos)

Um suspiro: Quando e como surgiu a ideia de criar esse serviço de consultoria personalizado, baseado nas necessidades e no orçamento dos clientes?

Juliana: Depois que voltei de Milão, onde fiquei um tempo fazendo pós-graduação em Design Contemporâneo, encontrei um mercado diferente. Com a crise, as pessoas estão inseguras para investir em qualquer coisa, o design de interiores fica ali no final da lista. Ou seja, nada de grandes reformas ou grandes projetos. Os clientes hoje querem serviços mais baratos, ágeis e práticos, sem muito quebra-quebra. Muitas vezes já possuem os móveis e querem só um layout diferente e novos acabamentos. Outras vezes querem o projeto 3D para irem executando no seu tempo. Enfim, eu percebi que eu não podia oferecer a mesma fórmula tradicional de serviço para necessidades tão diferentes.

Além disso, enquanto eu estava morando fora, toquei meus projetos à distância e tive que mudar a dinâmica, substituindo o encontro pessoal por soluções visuais digitais. E deu super certo! O projeto se tornou mais ágil e o cliente ganhou independência, pois tinha ali, nas mãos, tudo detalhado com as imagens 3D e descritivos minuciosos. É claro que para dar certo eu precisei ser ainda mais detalhista e organizada (se é que isso é possível)!

Então, eu criei uma consultoria customizada, que supre a necessidade do mercado em ter opções de serviços mais flexíveis e acessíveis, viabilizada pela minha experiência em gerenciamento de projetos à distância com soluções digitais. É bem prático e permite que pessoas de outras cidades e até países contratem o serviço.

Um suspiro: E de que forma ele funciona na prática?

Juliana: É bem simples. O cliente contrata o pacote inicial, que tem um valor fixo e inclui (1) um programa de necessidades do projeto, (2) layout em planta baixa com disposição dos móveis e (3) painel de inspiração e estilo. Depois, ele pode aprimorar o projeto incluindo itens, como: desenho técnico de um móvel, imagem 3D do espaço e mobiliário com produção digital, memorial descritivo de móveis e acabamentos, gestão de orçamentos, etc.

A maior parte dos serviços oferecidos são entregues por e-mail e o cliente pode falar comigo quando quiser por Whatsapp, e-mail, Skype, etc.

zd-portfolio-ps-home-4x5-1Um suspiro: Se você pudesse dar algumas dicas para pessoas que curtem decoração e desejam otimizar espaços pequenos de uma forma funcional, quais seriam?

Juliana: Existem algumas “fórmulas” já conhecidas, como o uso de espelhos e cores neutras, por exemplo. Eu prefiro sempre avaliar os espaços antes de aplicar esse tipo de solução padronizada. Os espelhos podem sim ser um grande coringa, mas se usados com moderação e de maneira planejada. É importante avaliar o que vai ser refletido, porque o uso errado dos espelhos pode até piorar a situação.

As cores neutras também são fortes aliadas aos espaços pequenos, mas isso não significa usar nenhuma outra cor. Vejo por aí ambientes mergulhados em cores neutras e extremamente sem-graças. As misturas de cores, texturas, acabamentos são possíveis também em espaços pequenos, se feitas com harmonia e moderação trazem charme e personalidade!

Uma solução que eu gosto e aplico muito são móveis multifuncionais. Não me refiro às “geringonças” que prometem ser cama, mesa e banho ao mesmo tempo. Falo, por exemplo, de um pufe móvel que pode ser usado como assento ou até mesinha de centro, e quando não estiver em uso pode ser guardado embaixo do rack. É prático, charmoso e superfuncional. Os móveis planejados também cumprem um importante papel em espaços pequenos. Eles são pensados especificamente para o ambiente e clientes em questão, deixando tudo no seu lugar devido e ajudando na organização e funcionamento da casa.

Para saber mais sobre o trabalho da Ju acesse http://www.zappadesign.com/

LAJE: um estímulo à inovação e à criatividade

LAJE: um estímulo à inovação e à criatividade

*Foto da capa: Andre Hawk.

Inspiração, networking e aprendizado na prática para aqueles que desejam mergulhar no mundo do Branding, do Design Thinking e da Inovação em Negócios é o que promete a LAJE. Pra quem não conhece, a LAJE é um núcleo de inovação e aprendizado da agência Ana Couto Branding, que surgiu como uma iniciativa para estimular a inovação e a criatividade em produtos, serviços, pessoas e modelos de negócios.

As sócias Ana Couto e Clarissa Biolchini
As sócias Ana Couto e Clarissa Biolchini

Com um conceito de educação que foge do tradicional, a empreitada da Ana Couto e Clarissa Biolchini tem um viés criativo e oferece cursos, workshops e palestras para o público em geral (ninguém precisa ser expert).

Pra entender um pouco desse movimento, eu fiz três perguntas para a Clarissa Biolchini, cofundadora e Diretora de Inovação da Laje. Dá uma olhada:

1) O Design Thinking está super em voga atualmente, mas muitos não sabem o que ele significa na prática.  Você pode explicar o que é essa metodologia, o que ela tem de diferente e o que pode acrescentar na vida dos profissionais?

O Design Thinking é uma abordagem não convencional para resolução de problemas, que se baseia no próprio processo de Design. As fases principais são a imersão (mergulho no universo do desafio); geração de ideias para solução do desafio; e a fase de prototipação, na qual as ideias criadas são testadas e validadas.

A metodologia do Design Thinking parte de algumas premissas como a criatividade e o foco nas pessoas e, por isso, tem sido muito utilizado dentro das empresas para solução de desafios ligados aos mais diversos negócios.

2) Você tem ampla experiência em projetos de inovação e sabemos que hoje em dia quem não pensa “fora da caixa” fica pra trás. Quais conselhos daria para uma pessoa ser mais inovadora na sua profissão?

Em primeiro lugar,  ela deve estar aberta à mudanças, pois abrir espaço pra o novo é essencial para evoluir e inovar.

Depois, é preciso saber identificar onde estão os desafios da sua empresa e, a partir dai, iniciar um processo de busca de soluções rumo à transformação.

Por último, é fundamental estar aberto também para testes e  soluções disruptivas. Devemos acreditar que a mudança é sempre para melhor.

3) Fale um pouco da Laje. Qual é o objetivo de vocês e o que esperam levar pra vida das pessoas que passam pelo Núcleo?

A Laje nasceu com o intuito de impulsionar o mindset de inovação em pessoas e empresas. Com atuação nos segmentos educacional e  de consultoria de inovação, nosso objetivo principal é fomentar processos criativos de pessoas dentro de uma equipe para solucionarem problemas e trabalhar cada vez mais de forma colaborativa e cocriativa e sem perder a visão de negócios.

Sobre os cursos

As atividades da Laje podem ter curta, média ou longa duração (de 2 a 40 horas), e todos os formatos contam com facilitadores especialistas, além da integração com o time da Ana Couto Branding para gerar aprendizado metodológico e prático em um trabalho colaborativo. Além disso, o núcleo possui parcerias de conteúdo com núcleos e instituições de aprendizado internacionais que são referências no mundo todo, como Berlin School Of Creative Leadership, This is Service Design Doing, MediaLab Amsterdam e Design Thinking Academy.

Clique aqui e saiba mais.