Browsed by
Tag: desconctrução

Desencana, você é linda!

Desencana, você é linda!

Foto da capa: Júlia Aldenucci para a campanha #CorpoMeu, da Tulli.

Depois de falarmos sobre a desconstrução dos padrões de beleza no texto do nosso colaborador Matheus Martins, resolvi me aprofundar numa parte dessa discussão: a autoestima feminina e como as mulheres estão lidando com os seus corpos.

No mercado da moda, o cenário está mudando. E é pra melhor: as marcas enfim começaram a entender que abusar do photoshop não está com nada e que a diversidade é a palavra de ordem. Mesmo assim, ainda estamos engatinhando e podemos contar nos dedos aquelas que realmente colocam essa premissa em prática. (Aliás, um comportamento que eu tenho notado com frequência é a marca se apropriar do discurso pró “corpos reais”, mas na prática só colocar modelos magérrimas, altas e retocadas em seus catálogos. Aí não vale, né? Estamos de olho!)

E quem dá aula nesse quesito?

A Dove é uma das que dá o exemplo. Ela foi precursora desse movimento com o slogan “o sol nasce para todas” láá atrás, em 2006. Dá pra acreditar que já faz 10 anos? Na época e ainda hoje, o objetivo da marca é desbancar a ditadura do corpo perfeito e mostrar que beleza é o que está dentro de nós.

Em 2014, a Aerie, linha de roupas íntimas da American Eagle, anunciou que deixaria de retocar as imagens das modelos e passaria a incluir uma diversidade maior de corpos nos anúncios. “Nossas clientes querem honestidade e querem ser ouvidas. As redes sociais permitiram que a gente se engajasse com as nossas meninas de uma maneira completamente nova. Nós não acreditamos em imperfeições. Acreditamos que a verdadeira beleza deve ser mostrada naturalmente, sem alterações”, disse Jennifer Foyle, presidente da Aerie, ao BuzzFeed News.

Recentemente, a marca e lançou a campanha “share your spark”. Em um de seus ensaios fotográficos, ela convidou modelos com diferentes tipos de corpo, blogueiras, fãs das redes sociais e as próprias estilistas para posarem de roupas íntimas. O resultado lindão é esse aí embaixo:

E aqui no Brasil?

Também temos exemplos que merecem ser compartilhados, como a Tulli. Incentivando a autoaceitação, o conforto e a beleza sem padrões, a marca de lingerie cria peças confortáveis e delicadas para todas as mulheres, independente de seus tipos físicos. Seguindo essa linha, os editoriais são sempre são estrelados por mulheres com diversos biotipos, utilizando o mínimo de photoshop na edição das fotos.

A House of Queens, marca da qual já falei aqui, também abraça essa ideia. Eu mesma, que estou beeem longe do padrão de passarela, fiz algumas campanhas pra loja e adorei o resultado.

Em resumo…

Acho que a mensagem principal é: vamos parar de nos cobrar tanto. Beleza, de fato, é o que está dentro de nós e a diversidade é maravilhosa!