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Conheça o app que possibilita o empréstimo de objetos entre vizinhos

Conheça o app que possibilita o empréstimo de objetos entre vizinhos

Dizem que se conselho fosse bom não seria dado, mas vendido. Pra contrariar essa ideia egoísta, eu vim aqui avisar que se você está ávido para consumir de forma mais consciente e, de quebra, economizar uma graninha, o “Tem Açúcar?” pode ser um excelente aliado.

Idealizada pela carioca Camila Carvalho, a plataforma facilita o empréstimo de objetos entre vizinhos sem cobrar nada por isso. Começou como um site há quase dois anos e se tornou um aplicativo com o objetivo de estimular a economia colaborativa e criar senso de comunidade nas vizinhanças.

Ela conta que durante a sua carreira como modelo presenciou os inúmeros impactos que o hiperconsumo e consumismo geram nos indivíduos e nos sistemas, como a extração insustentável de recursos naturais, efeitos nocivos para o meio ambiente no processo de transporte, produção e descarte, além da presença de trabalho escravo em diferentes etapas da cadeia de produção. “Isso serviu de estímulo para que eu começasse a investigar a sustentabilidade em maior profundidade”, diz a carioca.

Camila buscou formações como o Gaia Education, curso de design para sustentabilidade com chancela da ONU e a Schumacher College, uma das mais renomadas escolas de sustentabilidade do mundo, no Reino Unido, e em dezembro de 2014, surgiu o “Tem Açúcar?”. O mais incrível é que em pouco menos de dois anos, o site já contava com 82 mil usuários, contabilizando mais de 12 mil bairros atendidos em todos os estados do Brasil.

Próximos passos

 O “Tem Açúcar?” foi selecionado para o Startup Chile, maior programa de aceleração de empresas de tecnologia da América Latina, onde recebeu mentoria e assistência financeira. Com o apoio, o projeto tornou-se aplicativo para atender melhor à demanda a qual se propunha. Mas eles querem ir além. Querem fazer do aplicativo uma rede social da vizinhança, permitindo também outros tipos de colaboração sem troca financeira como caronas, ajuda para trocar uma lâmpada, doação de objetos, indicação de serviços locais, companhia para fazer exercício, criação de eventos locais ou até mesmo um simples encontro entre vizinhos. Para isso, foi lançada uma campanha de financiamento coletivo. Se você curtiu a ideia e quiser colaborar com o projeto é só clicar aqui. Juntos, movemos o mundo!

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A carinha do app :)

Para saber mais e entender como o app funciona, basta acessar o site do Tem Açúcar.

 

Consumo mais consciente em 6 passos

Consumo mais consciente em 6 passos

Não há mais dúvidas de que o lowsumerism não é tendência, mas uma necessidade (urgente). Prova disso são os inúmeros documentários, matérias e livros sobre o assunto, que surgem como aliados para entendermos os porquês e identificarmos como podemos fazer a nossa parte para reduzir o consumismo desenfreado.

Para começar, explico para quem está um pouco por fora do assunto que aderir ao lowsumerism não é parar de comprar, mas sim encontrar formas de consumir de forma mais consciente. Confira abaixo seis dicas para aderir ao movimento:

1) Menos é mais.

Segure o impulso e faça compras inteligentes. Viu uma blusinha ok na promoção e está levando só porque está barata e não porque você se apaixonou, não compre. A chance dela acabar no fundo da sua gaveta após ser usada no máximo umas três vezes é ENORME. Além disso, ela pode custar pouco pra você, mas custou caro para o planeta, seja em gasto de água, energia e até mesmo com o transporte.

2) Vai comprar? Procure conhecer a origem das suas roupas e como foram feitas.

A matéria-prima e a forma como são produzidas podem dizer muito sobre as suas roupas. Não é de hoje que acompanhamos escândalos envolvendo trabalho escravo em fábricas de tecidos, roupas e acessórios de grandes corporações. Além disso, a indústria da moda é uma das mais poluentes, então saber a forma como as suas roupas foram produzidas podem te dizer o quanto elas contribuíram para a degradação do nosso meio-ambiente. E aí você pode escolher comprar das marcas que se preocupam em adotar práticas mais sustentáveis, pautadas no comércio justo.

 

3) Cansou da roupa ou ela não faz mais a sua cabeça? Doe a quem precisa e/ou venda em brechós, grupos no Facebook, no Enjoei. Uma outra alternativa bem legal é fazer bazar de troca com as amigas.

Muita gente fica na duvida se vende ou doa uma roupa. Eu acho isso uma escolha muito pessoal, mas na minha opinião uma coisa não anula a outra. É possível fazer ambos. Eu, por exemplo, costumo separar aquelas roupas que nunca ou pouco usei de lojas mais conhecidas para vender e o resto eu doo. Livros, por sua vez, vão sempre pra doação!

Uma coisa que eu acho importante abordar é para que você não fique constrangid@ em vender as suas roupas. Você pagou por elas, certo? Se acabou não usando por algum motivo, nada mais justo do que tentar reverter o prejú para ter o dinheiro para comprar algo que tenha mais a sua cara. Não há nada de errado nisso, ok? Não se culpe!

4)Ama a estampa, mas enjoou da peça? Customize! Transforme vestido em saia, saia em top, blusa em lenço, e por aí em diante.

Eu me considero uma pessoa ZERO jeitosa pra isso. Não sei costurar nem um botão, mas para quem gosta e leva jeito, isso pode ser muito útil e prático. Ah, e também tem sempre a opção de mandar para uma costureira.

 

consumo consciente

5) Transforme as roupas muito acabadinhas (lê-se furadas, rasgadas, com muitas bolinhas, manchadas, debotadas, etc) em paninhos de limpeza.

Ser sustentável tem a ver com otimizar recursos. Você provavelmente já comprou pano de chão pra limpar a casa, então porque não cortar os trapinhos e usá-los para este fim?

6) Precisa de uma roupa que vai usar uma vez na vida? Peça emprestado!

Formaturas, casamentos e festas de 15 anos estão aí para tirar o sono de muita gente. Isso porque as roupas para essas ocasiões são caríssimas e normalmente você quase não usa. Ou seja, o custo X benefício é bem ruim. No entanto, sempre vai ter aquela sua amiga que desembolsou uma quantia razoável para ter um look apropriado para alguma dessas ocasiões. Por que não pedir emprestado então? O único chato é que você tem que tomar MUITO cuidado, afinal, aquele vestido não é seu e você não vai sair arrastando o bumbum no meio da pista depois de beber todas, néam? Uma outra opção é você perguntar se alguém tem um de segunda mão pra te vender. É um negócio bacana pra ambos os lados e você ainda garante mais liberdade pra fazer o que quiser com ele.

 

Lowsumerism em alta

Lowsumerism em alta

Estranhou a palavra no título da postagem? Então antes de qualquer coisa, vou explicar: o termo lowsumerism junta as palavras do inglês “low” (baixo) e “consumerism” (consumismo) e significa, em linhas gerais, a redução drástica do consumo cada vez mais exagerado. É um movimento que propõe ser mais consciente e consumir menos. A proposta parece simples, mas sabemos que não é até porque envolve uma mudança drástica de comportamento.

Eu mesma faço um mea culpa. Acredito que eu seja sim consumista e já comprei muita coisa desnecessária. Volta e meia percebo que estou tentando negar este comportamento com justificativas nada plausíveis (não tenho roupa pra sair, preciso de um sapato novo pra trabalhar – com mais de cinco opções no armário -, se eu não comprar este casaco agora nunca mais vou encontrar um pelo mesmo preço, e por aí vai). Mas, de uns tempos pra cá, após ver alguns vídeos e me informar mais sobre o assunto, esse comportamento vem mudando (#graçasadeus).

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Não é de hoje que acompanhamos diversos alertas, notícias e até documentários sobre os malefícios do consumismo não só para o planeta, mas para o ser humano em geral. Há alguns bons meses, eu assisti a um vídeo publicado pela Box 1824, empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo, que mostra, de forma bem didática, como o consumismo nasceu e se desenvolveu ao longo de décadas sustentado pela necessidade das indústrias. Para mim, foi um soco na boca do estômago e me fez refletir absurdamente sobre os meus hábitos. As imagens exibidas conduzem o espectador a um passeio, que começa no fim do século 19, quando o consumo começa a aumentar como resultado da industrialização, e vai até o momento atual, com o anúncio do Lowsumerism.

O consumismo tem resultado em efeitos desastrosos para o planeta. De acordo com o vídeo, somente nas últimas três décadas, um terço dos recursos naturais da Terra foram consumidos. E a responsabilidade não é só das indústrias não. É nossa, dos consumidores, também. Não é porque você compra itens que têm um “selo verde” (vulgos orgânicos, biodegradáveis, recicláveis, eco-friendly, etc.) que está fazendo a sua parte. Ok, isso ajuda. Mas não é suficiente.

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A solução apresentada no vídeo da Box é que as pessoas reflitam antes de se deixar levar por qualquer impulso de compra. O caminho para isso é quebrar a lógica implantada nas nossas mentes durante tanto tempo e nos perguntarmos se realmente precisamos daquilo, se temos condições de pagar por aquilo, se estamos querendo nos afirmar através daquele objeto, se sabemos a origem dele e para onde vai depois, se não estamos sendo iludidos pela publicidade e, por fim, se achamos que aquela compra pode prejudicar o planeta.

É óbvio que eles não estão pregando o fim do consumo até porque ele é necessário, faz parte. A economia precisa girar. Mas tudo é uma questão de equilíbrio. De buscar alternativas. Trocar, fazer e consertar, quando possível, em vez de comprar, por exemplo. Assista ao filme da Box e tire suas próprias conclusões:

Em uma próxima postagem, vou dar algumas dicas de como colocar isso em prática. Fiquem ligados!

*Este texto foi originalmente publicado na NOO e sofreu algumas alterações.