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Tag: comportamento

Spa Maria Bonita: um escape do caos urbano

Spa Maria Bonita: um escape do caos urbano

Sabe a expressão “céu na terra”? Então, é assim que eu defino o Spa Maria Bonita Ipanema, filial do espaço que existe há mais de 20 anos em Friburgo. Quem me conhece sabe que eu estou constantemente em busca de atividades para driblar a ansiedade e o estresse (já escrevi sobre isso aqui). Por isso, fazer o day spa do Maria Bonita foi uma das melhores que aconteceram comigo nos últimos tempos. E, já que a ideia deste blog é levar a doçura e a leveza de um suspiro para a vida de vocês, meus queridxs leitores, vou compartilhar a minha experiência ma-ra nesse lugar. Apertem os cintos e segurem a invejinha (haha).

Era meio dia de um sábado e, assim que cheguei, fui encaminhada para o restaurante Spazziano, que serve comidas leves, predominantemente orgânicas (as folhas e verduras vêm todas da filial de Friburgo) e opções vegetarianas. Eu escolhi a feijoada vegetariana, acompanhada de batata doce assada e uma saladinha.

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Logo depois me apresentaram à terapeuta holística Bruna Sakanoi, que me acompanhou naquela tarde dos deuses e foi a grande responsável por me deixar relaxada da raíz dos cabelos à pontinha dos meus pés. Começamos com uma esfoliação corporal para eliminar as células mortas. O segundo passo foi a hidratação com mel, que tem propriedades hidratantes e cicatrizantes. Em seguida, entrei na banheira de hidromassagem com óleo de rosas e água quentinha, onde fiquei cerca de meia hora, à luz de velas, pensando em nada. Naquele momento, minha única preocupação era não deixar a espuma transbordar da banheira. Apenas.

Mas a melhor parte ainda estava por vir: a massagem relaxante! E não parou por aí. Ainda recebi uma drenagem e máscara facial de ouro e caviar da Dermatus (chiquééérima).

Tratamentos

A casa oferece tratamentos, banhos e massagens, que variam de 1h a 4h30 de duração. O Spa de Rosas, por exemplo, reúne esfoliação, hidromassagem com pétalas de rosas, máscara facial, massagem relaxante e degustação de chá de rosas e saladas de frutas em um ritual que dura três horas e meia, por R$ 400. Já o spa que eu fiz, o Maria Bonita, além de esfoliação e hidromassagem, incorpora sauna (opcional), drenagem facial e almoço em 4 horas e meia por R$ 570. Entre as massagens oferecidas há a ayurvédica, indiana, relaxante, pedras quentes e reflexologia podal. Os preços variam de R$ 80 a R$190.

Além disso, o espaço ainda conta com um estúdio de pilates, aulas de yoga,  acupuntura com o médico fitoterapeuta Alex Botsaris, entre outras maravilhas. Resumindo, é um verdadeiro escape do caos urbano.

Serviço

O Spa Maria Bonita fica na rua Prudente de Moraes, número 729.
Tel para contato e reservas: (21) 25134050
O restaurante Spazziano fica aberto de segunda a sábado para almoço, das 12h às 15h.

 

Lowsumerism em alta

Lowsumerism em alta

Estranhou a palavra no título da postagem? Então antes de qualquer coisa, vou explicar: o termo lowsumerism junta as palavras do inglês “low” (baixo) e “consumerism” (consumismo) e significa, em linhas gerais, a redução drástica do consumo cada vez mais exagerado. É um movimento que propõe ser mais consciente e consumir menos. A proposta parece simples, mas sabemos que não é até porque envolve uma mudança drástica de comportamento.

Eu mesma faço um mea culpa. Acredito que eu seja sim consumista e já comprei muita coisa desnecessária. Volta e meia percebo que estou tentando negar este comportamento com justificativas nada plausíveis (não tenho roupa pra sair, preciso de um sapato novo pra trabalhar – com mais de cinco opções no armário -, se eu não comprar este casaco agora nunca mais vou encontrar um pelo mesmo preço, e por aí vai). Mas, de uns tempos pra cá, após ver alguns vídeos e me informar mais sobre o assunto, esse comportamento vem mudando (#graçasadeus).

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Não é de hoje que acompanhamos diversos alertas, notícias e até documentários sobre os malefícios do consumismo não só para o planeta, mas para o ser humano em geral. Há alguns bons meses, eu assisti a um vídeo publicado pela Box 1824, empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo, que mostra, de forma bem didática, como o consumismo nasceu e se desenvolveu ao longo de décadas sustentado pela necessidade das indústrias. Para mim, foi um soco na boca do estômago e me fez refletir absurdamente sobre os meus hábitos. As imagens exibidas conduzem o espectador a um passeio, que começa no fim do século 19, quando o consumo começa a aumentar como resultado da industrialização, e vai até o momento atual, com o anúncio do Lowsumerism.

O consumismo tem resultado em efeitos desastrosos para o planeta. De acordo com o vídeo, somente nas últimas três décadas, um terço dos recursos naturais da Terra foram consumidos. E a responsabilidade não é só das indústrias não. É nossa, dos consumidores, também. Não é porque você compra itens que têm um “selo verde” (vulgos orgânicos, biodegradáveis, recicláveis, eco-friendly, etc.) que está fazendo a sua parte. Ok, isso ajuda. Mas não é suficiente.

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A solução apresentada no vídeo da Box é que as pessoas reflitam antes de se deixar levar por qualquer impulso de compra. O caminho para isso é quebrar a lógica implantada nas nossas mentes durante tanto tempo e nos perguntarmos se realmente precisamos daquilo, se temos condições de pagar por aquilo, se estamos querendo nos afirmar através daquele objeto, se sabemos a origem dele e para onde vai depois, se não estamos sendo iludidos pela publicidade e, por fim, se achamos que aquela compra pode prejudicar o planeta.

É óbvio que eles não estão pregando o fim do consumo até porque ele é necessário, faz parte. A economia precisa girar. Mas tudo é uma questão de equilíbrio. De buscar alternativas. Trocar, fazer e consertar, quando possível, em vez de comprar, por exemplo. Assista ao filme da Box e tire suas próprias conclusões:

Em uma próxima postagem, vou dar algumas dicas de como colocar isso em prática. Fiquem ligados!

*Este texto foi originalmente publicado na NOO e sofreu algumas alterações.