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Um brinde à autoestima

Um brinde à autoestima

Foto da capa: Recado na escola de engenharia da UFMG, por Lise Pires

A autoestima é um assunto que, assim como o consumo consciente, tem me aguçado a curiosidade e despertado meu interesse. Isso porque afeta diretamente a minha, a nossa e a vida do público feminino em geral. É raro você conhecer uma mulher totalmente satisfeita com a sua imagem, seu corpo. Ela quase sempre vai achar um defeito físico ou, pior, se sentirá incapaz para desempenhar inúmeras funções ou assumir responsabilidades.

Bom, é importante ressaltar que essa insegurança não surgiu do nada. Não é coisa da nossa cabeça. Não é paranoia, nem mania de perseguição. Não é mimimi. Ela nasceu da pressão que a sociedade impõe para estarmos sempre impecáveis (lê-se lindas, magras, bem-humoradas, bem vestidas, etc.) ao mesmo tempo em que damos conta de mil coisas ao mesmo tempo.

Resultado disso é a quantidade esmagadora de mulheres que sofrem e até entram em depressão por não se encaixarem nesse universo.

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Isso me inspirou a vir aqui dar 7 conselhos pra você, que ainda não faz parte do grupo e precisa de um empurrãozinho para se amar.

1. Coloque-se em primeiro lugar. É importante detectar quais são suas reais necessidades e colocá-las como prioridade na sua vida;

2. Faça algo que te faz bem: pequenos atos de autocuidado, a leitura de um livro ou assistir a um filme que você ama podem fazer muita diferença no seu dia;

3. Experimente um novo hobby ou experiencie algo que nunca fez antes. Isso vai fazer com que você se sinta poderosa e ousada;

4. Cerque-se de coisas (e pessoas) que te fazem bem;

5. Inspire-se com assuntos positivos e incentivos;

6. Reconheça as suas conquistas. Todos os dias, faça uma listinha de todas as pequenas coisas que você fez e lembre-se: cada item conta.

7. Tire um tempo para ficar sozinha e perceba o quanto é bom estar na sua própria companhia.

 

Desencana, você é linda!

Desencana, você é linda!

Foto da capa: Júlia Aldenucci para a campanha #CorpoMeu, da Tulli.

Depois de falarmos sobre a desconstrução dos padrões de beleza no texto do nosso colaborador Matheus Martins, resolvi me aprofundar numa parte dessa discussão: a autoestima feminina e como as mulheres estão lidando com os seus corpos.

No mercado da moda, o cenário está mudando. E é pra melhor: as marcas enfim começaram a entender que abusar do photoshop não está com nada e que a diversidade é a palavra de ordem. Mesmo assim, ainda estamos engatinhando e podemos contar nos dedos aquelas que realmente colocam essa premissa em prática. (Aliás, um comportamento que eu tenho notado com frequência é a marca se apropriar do discurso pró “corpos reais”, mas na prática só colocar modelos magérrimas, altas e retocadas em seus catálogos. Aí não vale, né? Estamos de olho!)

E quem dá aula nesse quesito?

A Dove é uma das que dá o exemplo. Ela foi precursora desse movimento com o slogan “o sol nasce para todas” láá atrás, em 2006. Dá pra acreditar que já faz 10 anos? Na época e ainda hoje, o objetivo da marca é desbancar a ditadura do corpo perfeito e mostrar que beleza é o que está dentro de nós.

Em 2014, a Aerie, linha de roupas íntimas da American Eagle, anunciou que deixaria de retocar as imagens das modelos e passaria a incluir uma diversidade maior de corpos nos anúncios. “Nossas clientes querem honestidade e querem ser ouvidas. As redes sociais permitiram que a gente se engajasse com as nossas meninas de uma maneira completamente nova. Nós não acreditamos em imperfeições. Acreditamos que a verdadeira beleza deve ser mostrada naturalmente, sem alterações”, disse Jennifer Foyle, presidente da Aerie, ao BuzzFeed News.

Recentemente, a marca e lançou a campanha “share your spark”. Em um de seus ensaios fotográficos, ela convidou modelos com diferentes tipos de corpo, blogueiras, fãs das redes sociais e as próprias estilistas para posarem de roupas íntimas. O resultado lindão é esse aí embaixo:

E aqui no Brasil?

Também temos exemplos que merecem ser compartilhados, como a Tulli. Incentivando a autoaceitação, o conforto e a beleza sem padrões, a marca de lingerie cria peças confortáveis e delicadas para todas as mulheres, independente de seus tipos físicos. Seguindo essa linha, os editoriais são sempre são estrelados por mulheres com diversos biotipos, utilizando o mínimo de photoshop na edição das fotos.

A House of Queens, marca da qual já falei aqui, também abraça essa ideia. Eu mesma, que estou beeem longe do padrão de passarela, fiz algumas campanhas pra loja e adorei o resultado.

Em resumo…

Acho que a mensagem principal é: vamos parar de nos cobrar tanto. Beleza, de fato, é o que está dentro de nós e a diversidade é maravilhosa!