Pedro pelo Mundo: pra viajar sem sair de casa

Pedro pelo Mundo: pra viajar sem sair de casa

Ele já fez programa ao vivo, atrações matinais, jornal diário, cobertura do Oscar, matérias investigativas e de lifestyle, entrevistou personalidades e até escreveu livro best-seller (O melhor guia de Nova York). Agora, Pedro Andrade acaba de realizar mais um projeto, aquele que sempre sonhou em fazer: o Pedro pelo Mundo, um programa de viagens que surgiu para quebrar paradigmas. Isso porque o objetivo principal da atração não é dar dicas dos locais para os telespectadores, mas focar no aspecto humano, na vida de quem mora nesses países.  “Em momento algum tenho a ambição de convencer o telespectador a realmente visitar os destinos que visito. Quero que o público viaje emocionalmente sem sair de casa”, ele conta.

Na primeira temporada, exibida no GNT, Pedro explorou 10 países: Egito, Grécia, Islândia, Myanmar, Dinamarca, Escócia, Singapura, EUA, Cuba e Omã. Mas se você pensa que a aventura acabou esta semana se engana. Ainda sem poder dar detalhes, Pedro garante que o programa continua e que a próxima temporada não vai decepcionar o público.

Eu bati um papo com ele para saber mais sobre esse projeto incrível e você confere abaixo o resultado dessa conversa.

Quais foram os critérios que você usou para selecionar os destinos da primeira temporada do Pedro Pelo Mundo?

Pedro: Busquei lugares que estivessem passando por transformações irreversíveis. É um conceito inovador e sem fim. O mundo está sempre mudando, portanto, enquanto gravamos uma temporada, já conseguimos de certa forma imaginar que nações estão em um período de transição, seja ela política, cultural, econômica, gastronômica ou social.

Como não temos um script – tudo é realmente capturado de maneira honesta e espontânea – o meu interesse pessoal em ir a estes lugares ajuda na hora de explorarmos cada país. O fim de cada episódio depende muito das minhas conclusões sobre aquele local. Por isso, quanto mais interessado eu estiver, mais vou absorver.

Qual foi o lugar que mais te encantou e por quê?

Pedro: Pergunta difícil. Eu evito fazer comparações. Lutei muito para que cada país pudesse ter uma identidade diferente. Não queria uma fórmula previsível de programa.

Frequentemente, os lugares que mais me encantaram acabaram não se tornando meus episódios favoritos, enquanto algumas viagens desastrosas, no fim das contas, proporcionaram episódios inesquecíveis.

De um ponto de vista pessoal, diria que o passeio de balão sobre Bagan (a cidade dos 3000 templos) e as duas noites que passei no deserto de Omã, foram divisores de água não só nessa jornada, mas na minha vida.

E se você pudesse citar o maior perrengue que você passou nas filmagens, qual seria?

Pedro: Cuba é um lugar complicado. Minhas expectativas eram altas, já que a música cubana, a comida local e a história do país sempre me fascinaram.  No entanto, nada é fácil em Havana… Qualquer chuva alaga a cidade, que por sinal está caindo aos pedaços. O início do fim do embargo americano está atraindo milhares de turistas desesperados por uma experiência nada autêntica e a falta de dinheiro dos locais gera uma ganância compreensível, mas, assustadora para qualquer visitante.

O Egito também foi difícil. Ainda assim, são dois dos meus episódios prediletos.

Enquanto os episódios eram exibidos, você participava de um bate-papo ao vivo com os telespectadores nas redes sociais. Como foi essa troca? 

Pedro: Acredito que esse seja o futuro do jornalismo. A internet aproximou o telespectador do apresentador. Não é mais uma escolha: ou o profissional “surfa esta onda” ou vai ficar para trás. A linguagem também mudou. Aquela formalidade engessada dos noticiários dos anos 80 não funciona mais. Hoje em dia a gente quer conteúdo acessível, honesto e informal.

As redes sociais acabaram se tornando uma plataforma para que eu pudesse interagir com o público do Pedro Pelo Mundo e esse feedback ao vivo e a cores é um aspecto crucial da equação.

Ah, e se você não assistiu ao programa do GNT ou perdeu algum episódio, clique aqui para conferir (é preciso logar no GlobosatPlay).

5 thoughts on “Pedro pelo Mundo: pra viajar sem sair de casa

  1. Realmente Pedro pelo mundo foi sucesso,ele mostrou a realidade original dos países e cidades,mas principalmente países que repórter não vam por motivos políticos,medo etc

  2. Parabéns, cada programa deixava um gostinho de quero mais, com uma linguagem simples e muito rica aprendemos a conhecer os diversos tipos de culturas, foi um aprendizado e tanto!!!

  3. Literalmente inovador, um programa que deixou um gostinho de quero mais, rico em todos os aspectos. O Pedro é um excelente comunicador, admirável… Vida longa ao programa!

  4. Que ótimo e fico feliz de você compartilhar tuas viagem e conhecimentos Ter bom gosto e conhecimento não é para quem quer, sim para quem pode

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