Um novo (e inusitado) jeito de comer bala

Um novo (e inusitado) jeito de comer bala

Foto da capa: Lais Moss

Sou o tipo de pessoa que não curte muito aquele gosto forte de bebida alcoólica na boca. Dou sempre um jeitinho de disfarçar com frutas, especiarias ou até mesmo um suquinho básico. Eis que, recentemente, eu descobri as Candyholics da LoOP, balinhas tipo “gummy bear” alcoólicas.

Desenvolvida pelos amigos Dov Shnaiderman e Felipe Bergson, a marca chegou ao mercado no fim do ano passado e já conquistou meu coraçãozinho. Isso porque além de deliciosas, as balas podem vir em mais de 100 formatos, que vão de bigode a patinho de banheira, caveira, guitarras e até símbolos eróticos (perfeitos para despedidas de solteira… digo por experiência própria porque na minha teve e foi a sensação do evento!).

Foto da minha despedida de solteira <3
Foto da minha despedida de solteira <3

Para entender como essa sacada empreendedora tomou forma, eu conversei com o Dov e o Felipe. Dá uma olhada:

Por que e como vocês criaram as Candyholics? 

Somos amigos há tempo. Estudamos na mesma escola e tocamos juntos em uma banda, o Hunna, desde 2007. Sempre tivemos vontade de empreender em algo, além da banda. Tínhamos o desafio de conciliar nossos trabalhos formais com as atividades musicais e era um pouco complicado.

A gente sempre admirou a postura e o comprometimento um do outro, sem falar no nosso nível de amizade, claro. Queríamos aproveitar o fato de termos competências e características complementares (Dov é publicitário e, Felipe, engenheiro de produção) e a experiência que adquirimos ao longo das nossas carreiras para nos aventurarmos em algo.

Fizemos uma viagem à Califórnia em 2015 e lá nasceu um conceito que inspirou a criação da LoOP, cerca de um ano depois. Desde o início, o objetivo era criar um produto divertido, único, que, além de saboroso, pudesse entreter as pessoas e gerar postagens e interações de forma espontânea. Além disso, queríamos algo que estimulasse a criatividade das pessoas, até por conta da nossa ligação com a arte. Vem daí a ideia do produto que pode ser consumido de várias formas, podendo ser ingerido como balas normais, misturado em drinks, decorando o copo ou como mais a imaginação permitir.

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Dov Shnaiderman por Felipe Cunha

E como vocês desenvolveram as balas? Já tinham a receita ou foi algo totalmente customizado?

Foi algo totalmente customizado. A gente sabia exatamente o que queria, mas não fazia ideia de como chegar ao resultado. Até porque é um produto totalmente inédito no mundo e não tínhamos conhecimentos técnicos específicos. Começamos assistindo a vídeos no Youtube, que ensinavam a fazer “gummy bear” caseiro e enfiávamos a vodka no meio. Os primeiros testes foram um desastre, mas era engraçado!

Até conseguimos avançar depois de algumas pesquisas e estudos, mas faltava estabilizar o produto. O álcool é um ingrediente muito delicado para se trabalhar em receitas e ele pode afetar totalmente a consistência e outros fatores. Tivemos ajuda da Iona, uma amiga confeiteira com conhecimentos de gastronomia molecular, que nos ajudou a chegar ao que é hoje o produto. A gente participou ativamente do processo de desenvolvimento, que durou quase um ano. Até hoje, ainda buscamos aperfeiçoamentos e melhorias.

O símbolo da marca de vocês é um caracol. O que isso tem a ver com o produto que vendem?

É um caracol mágico que traz boas vibrações e tem o poder de transformar e eternizar momentos especiais. Essa escolha tem a ver com sua mentalidade criativa e evolutiva, já que o animal carrega todo esse conceito mitológico. Além disso, o caracol é simpático e divertido, assim como a marca.

Foto: Felipe Bergson por Studio Couplé - Guigo Labronici
Foto: Felipe Bergson por Studio Couplé – Guigo Labronici

Se tivessem que enumerar os principais diferenciais das Candyholics, quais seriam?

Em primeiro lugar, é um produto totalmente inovador, que instiga a curiosidade das pessoas. Depois, o teor alcoólico (13%) surpreende diante do sabor leve e gostoso. Além disso, tem a questão dos inúmeros formatos divertidos e o fato de ser zero açúcar, glúten e lactose.

É legal citar também que, apesar de fazermos as balas com vodka, conseguimos adaptar a bebida utilizada para qualquer destilado, o que faz com que o produto seja ainda mais versátil. Nunca tivemos a pretensão de substituir as bebidas alcoólicas, até porque elas envolvem rituais de séculos, como o brinde e a sociabilidade. Mas, se as pessoas quiserem se embebedar de LoOP, é possível. E ainda tem a vantagem de não dar vontade de ir ao banheiro o tempo todos e de alimentar, minimizando os danos da ressaca.

E como vocês se apresentam no mercado, para o público?

A gente desenvolveu o “Momento LoOP”, em que levamos promotores e artistas de circo caracterizados com materiais em neon e led, incluindo bambolês, para distribuir as balas em eventos, como formaturas, casamentos, despedidas de solteiro, eventos universitários, festivais e noitadas Rio afora. Vocês podem conferir um exemplo aqui.

Foto do Momento Loop por I Hate Flash - Rafael Hansen
Foto do Momento Loop por I Hate Flash – Rafael Hansen

E quais são os próximos passos de vocês? Alguma novidade que possam compartilhar?

Continuamos desenvolvendo novos sabores que logo serão lançados. Também estamos chegando em São Paulo, começando a atuar em algumas festas e eventos e já atendendo encomendas por lá. Recebemos pedidos de todo o país e a ideia é poder entregar nossas Candyholics na casa de cada um que quiser, assim que possível. E estamos negociando para disponibilizar o produto em diversos pontos de vendas.

Além disso, vamos oferecer em breve a customização total dos formatos, permitindo que os clientes possam escolher as balas no formato que quiserem, como letras, logomarcas, símbolos, etc. No nosso mundo, tudo é possível!

Para acompanhar as aventuras da LoOP, vocês podem seguir @takealoop no instagram e a página da marca no Facebook.

 

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