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Autor: Bruna Smith

Um brinde à autoestima

Um brinde à autoestima

Foto da capa: Recado na escola de engenharia da UFMG, por Lise Pires

A autoestima é um assunto que, assim como o consumo consciente, tem me aguçado a curiosidade e despertado meu interesse. Isso porque afeta diretamente a minha, a nossa e a vida do público feminino em geral. É raro você conhecer uma mulher totalmente satisfeita com a sua imagem, seu corpo. Ela quase sempre vai achar um defeito físico ou, pior, se sentirá incapaz para desempenhar inúmeras funções ou assumir responsabilidades.

Bom, é importante ressaltar que essa insegurança não surgiu do nada. Não é coisa da nossa cabeça. Não é paranoia, nem mania de perseguição. Não é mimimi. Ela nasceu da pressão que a sociedade impõe para estarmos sempre impecáveis (lê-se lindas, magras, bem-humoradas, bem vestidas, etc.) ao mesmo tempo em que damos conta de mil coisas ao mesmo tempo.

Resultado disso é a quantidade esmagadora de mulheres que sofrem e até entram em depressão por não se encaixarem nesse universo.

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Isso me inspirou a vir aqui dar 7 conselhos pra você, que ainda não faz parte do grupo e precisa de um empurrãozinho para se amar.

1. Coloque-se em primeiro lugar. É importante detectar quais são suas reais necessidades e colocá-las como prioridade na sua vida;

2. Faça algo que te faz bem: pequenos atos de autocuidado, a leitura de um livro ou assistir a um filme que você ama podem fazer muita diferença no seu dia;

3. Experimente um novo hobby ou experiencie algo que nunca fez antes. Isso vai fazer com que você se sinta poderosa e ousada;

4. Cerque-se de coisas (e pessoas) que te fazem bem;

5. Inspire-se com assuntos positivos e incentivos;

6. Reconheça as suas conquistas. Todos os dias, faça uma listinha de todas as pequenas coisas que você fez e lembre-se: cada item conta.

7. Tire um tempo para ficar sozinha e perceba o quanto é bom estar na sua própria companhia.

 

Carta aberta de uma ex-consumista

Carta aberta de uma ex-consumista

Meu nome é Bruna, tenho 27 anos e estou há 20 dias sem comprar nada supérfluo. Hoje eu me considero uma ex-consumista. Isso quer dizer que eu parei de comprar? NÃO. Mas significa que eu passei a ter uma relação bem diferente e mais consciente com as minhas compras, meu consumo. Sim, ainda tenho MUITO a evoluir, mas toda mudança, quando genuína, acontece aos poucos. Ninguém muda de um dia pro outro.

Quem convive comigo no dia a dia percebe a diferença. Isso porque antes, toda semana, eu surgia com uma nova “comprinha” aparentemente inocente. Muitas vezes mais de uma. Época de liquidação então, nem se fala. O que acontecia? Eu gastava uma grana em coisas que nem me lembrava depois (primeiro péssimo indício de que você está comprando o que não precisa). Além disso, abarrotava o meu armário com itens desnecessários, que dificultavam minha vida, principalmente quando tinha que me vestir pela manhã.

Como eu já comentei antes no blog, o meu comportamento começou a mudar por dois motivos: por tomar conhecimento das consequências do consumismo desenfreado e totalmente irresponsável para o nosso planeta e por definir um objetivo claro para juntar meu dinheiro (isso ajuda muito!).

Hoje, quando quero comprar me faço algumas perguntas: “eu realmente preciso disso?”, “esse produto vem de onde?”, “essa compra vai interferir no meu projeto? Algumas vezes, as respostas são positivas: “sim, eu preciso disso”; “sim, vale a pena investir”. E não há nada de errado em  comprar um sapato novo porque a sapatilha rasgou, uma bolsa nova porque as suas já estão antiguinhas ou aproveitar a liquidação de uma loja de biquíni para trocar o seu por um modelo mais moderno. Ninguém precisa desapegar e abrir mão de todo conforto para viver. O pulo do gato é encontrar o e-qui-lí-brio (de preferência priorizando marcas que fazem a diferença por um mundo melhor com produtos conscientes, apoiados na lógica do comércio justo).

Penso muito nisso porque conheço muitas, mas muitas pessoas mesmo, que poderiam ter uma vida mais tranquila e planejada se conseguissem conter seus excessos. Já vi gente se endividando com a fatura do cartão de crédito sem sequer lembrar o que comprou com ele.

Enfim, em época de crise financeira e ecológica, tento seguir o lema: colecione momentos, não coisas. Tentem fazer o mesmo. É transformador.

consumo consciente

Para quem quer dicas de como consumir de forma mais consciente, clique aqui.

Já quem deseja entender o conceito de lowsumerism, clique aqui.

Mesclando moda, consumo consciente e sustentabilidade

Mesclando moda, consumo consciente e sustentabilidade

Foto da capa: Marlon Macosa Fotografia

Quem acompanha o blog sabe que o consumo consciente é um tema recorrente por aqui. Há pouco tempo, comecei a ler o livro do André Carvalhal, Moda com Propósito, e me envolvi ainda mais com a questão do consumismo desenfreado e as consequências que ele traz para o nosso planeta. [Aliás, recomendo MUITO a leitura desse livro]

Por isso, resolvi buscar no mercado marcas que levam a sério esse tema e conheci a Mescla, cujo propósito vai muito além de produzir roupas com tecidos recicláveis e naturais (algodão orgânico e fibras de PET). Apoiado no conceito de desenvolvimento consciente, Lucas Arcoverde, fundador da marca de moda masculina, explica que é preciso pensar em toda a cadeia: desde a produção até o pós-consumo dos seus produtos. E nós sabemos que isso não é tarefa fácil.

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Crédito: Marlon Macosa Fotografia

Confira o meu bate-papo com o Lucas Arcoverde:

Qual foi o exato momento que você sentiu vontade de mudar a percepção do conceito da moda carioca e criar a Mescla?

Lucas: A Mescla surgiu inicialmente de uma insatisfação pessoal de ver no mercado marcas que só falavam de surfe, skate, Ipanema, posto 9. Além disso, trabalhei em algumas grandes marcas da moda e acompanhava todo o processo de criação das coleções, que começava com um conceito relevante, mas se perdia no meio do caminho. O produto final ia para as lojas sem dizer muito e apenas focado na estética. Esse modelo vende, mas eu queria agregar algo diferente às peças, um valor histórico e cultural.

Você sempre se preocupou com sustentabilidade? Quais pontos considera cruciais para uma produção totalmente sustentável e alinhada ao comércio justo?

Lucas: A sustentabilidade veio depois do que falei acima. Durante o meu período de pesquisas encontrei no desenvolvimento consciente não só o diferencial do mercado, mas também algo relevante para a cadeia produtiva e todos envolvidos em um processo mais ético e justo. Educar o consumidor é a principal missão.

A gente quer realmente entender quem está por trás de cada matéria-prima que utilizamos, quais as condições de trabalho, etc. Nossas peças são desenvolvidas localmente pelas nossas costureiras e nada é importado, diferente de muitas marcas no Brasil que utilizam fábricas da China, Bangladesh e outras para “viabilizar” o seu produto. Provamos que é possível fazer diferente por aqui.

Nesse contexto, quais são suas maiores dificuldades?

Lucas: Hoje o nosso maior desafio é ter orçamento para aumentar o mix de produtos e prospectar atacado (já temos estrutura para demandas altas). Mas pensando para o lado do desenvolvimento consciente, é ter tecidos reciclados com mais variedade para o desenvolvimento da coleção; achar uma tinta orgânica, que não precise de fixador químico e controlar o pós-consumo do que produzimos.

E as maiores recompensas?

Lucas: A maior recompensa é quando vemos alguém sendo influenciado pela nossa proposta, alguém que antes não tinha noção do impacto que causava ao mundo no ato do consumo.

Falando por mim, hoje qualquer rentabilidade vinda de um projeto que não tenha um propósito e preocupação com o impacto que está causando não faz sentido algum. Então ver pessoas impactadas e dando força é sinal de que o negócio está em um caminho certo e do bem.

Fale um pouco de como está a marca neste momento.

Tive um sócio durante 1 ano e pouco lá no início da marca, o que me ajudou muito. Depois fiquei sozinho até 6 meses atrás, quando o Lucas Ramon veio com fome e a mesma insatisfação de mercado que eu tive. Ele hoje ajuda em toda parte administrativa e logística de produção da marca. Produzimos quase tudo na confecção da Bebel, mãe dele.

Apesar de um serviço terceirizado nas plantações de algodão orgânico, fábricas de tecido e confecção, temos uma fiscalização em cada parte da cadeia envolvida, e noção de quantas pessoas são beneficiadas por isso.

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Lucas Ramon e Lucas Arcoverde. Crédito: Marlon Macosa Fotografia

Mescla foi fundada em 2012 e está incubada na MALHA, espaço de coworking fundado pelo André Carvalhal (aquele mesmo que citei lá em cima), que recebe marcas preocupadas em construir uma moda colaborativa, sustentável, local e justa.

 

 

O mundo encantado e colorido de Cartagena

O mundo encantado e colorido de Cartagena

Post da nossa querida colaboradora, autora do Instagram @trips.and.tips, Juliana Berredo.

Até poucos anos atrás, Cartagena não era um destino muito escolhido pelos brasileiros. Com a alta do dólar, euro, e com novas promoções de passagens para a Colômbia, Cartagena passou a contar, cada vez mais, com os turistas brasileiros. Eu fui em junho de 2016 e me encantei. Por isso, resolvi fazer um post bem completo com algumas dicas preciosas. Dá uma olhada:

QUANDO IR?

Lá é bem quente e faz calor o ano inteiro. Entre julho e novembro chove mais e faz dias nublados, o que pode comprometer alguns passeios, então é bom ficar de olho nisso. Em junho eu peguei sol todos os dias!

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ONDE FICAR?

Minha primeira dica sobre esse tema é que não vale a pena se hospedar em Bocagrande (região onde tem a praia de Cartagena, que na minha opinião não é bonita e ainda por cima é afastada). Recomendo escolher um hotel no centro histórico, dentro da cidade da muralha. Eu fiquei em um hotel super charmoso chamado Bantu Boutique, que é super bem localizado e eu amei. Um dos hotéis mais famosos de lá é o Charleston Santa Teresa, que vale a pena conhecer e visitar o terraço.

O QUE FAZER?

– Ciudad Amurallada

Cerca a parte antiga da cidade e concentra alguns dos principais pontos turísticos, como a Torre do Relógio, o Palácio da Inquisição, igrejas, praças e museus, além da própria muralha com seus baluartes (lugar perfeito para ver pôr do sol).

Outras praças que tem por lá: Plaza de San Pedro Claver e Plaza de la Aduana.

A Torre do Relógio é um dos símbolos de Cartagena. O lugar foi a entrada principal da Cidade Amuralhada e tem uma construção imponente, que chama atenção mesmo de longe.

O Parque Bolívar é uma pracinha com árvores no meio de Cartagena. Ele está perto de vários pontos turísticos da região e fica cheio durante todo o dia, com pessoas descansando nas sombras das árvores ou comendo alguma refeição comprada ali por perto mesmo.

Vale a pena ir no Café del Mar para ver o pôr do sol. Fica bem cheio então é bom chegar antes. Abre às 17hrs e em torno das 18hrs o sol já está se pondo. Endereço: Baluarte de Santo Domingo.

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– Castelo de San Felipe de Barjas

Ocupa toda a montanha San Lázaro e fica a uns 20 minutos a pé do centro histórico. Dica: vá de manhã porque tem menos gente.

Convento Santa Cruz de la Popa

Ponto mais alto da cidade, tem uma vista privilegiada e completa. É uma graça o pátio interno. Tem um museu com algumas informações. Endereço: Calle 37.

– Gente de Mar

As agências de Cartagena oferecem vários passeios diferentes, mas recomendo o passeio para o Gente de Mar, na Isla Del Rosario, uma ilha paradisíaca com água cristalina.

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Alerta roubada: Não faça o passeio para a Isla del Encanto nem Isla del Sol.

O passeio para o Gente De Mar custa em torno de 170.000COP (cerca de R$ 185) por pessoa + taxa do porto (se pagar diretamente no porto você consegue mais barato, por 150.000COP (R$164) + 14.000COP (R$15) de taxa do porto). O passeio inclui o transporte (45min de lancha), almoço, toalha e você pode utilizar as dependências do hotel, sobretudo a praia particular que é linda. A lancha costuma sair às 9h e retornar às 15h.

Além do passeio para a Ilha Rosário, recomenda-se o passeio para Playa Blanca – Baru Island. É uma praia bem bonita também, mas costuma ficar bem cheia.

Las Bóvedas

É um dos pontos de Cartagena, onde os turistas podem fazer algumas compras. Fica perto do Hotel Sofitel Santa Clara, em San Diego. Vale a pena conhecer a pracinha em frente ao hotel. Perto dessa praça há várias ruelas com aquelas as casinhas coloridas e super bem conservadas. Uma gracinha e um ótimo lugar para tirar fotos.

ONDE COMER?

– La Cevicheria: Fomos na hora do almoço. É uma casinha bem bonitinha na área de San Diego – dentro da Ciudad Amurallada. Nós adoramos.

– El Santísimo: É um dos restaurantes mais famosos de Cartagena e conseguimos jantar sem reserva. Endereço: Calle del Torno nº 39 – 62.

– La Paleteria: Sorveteria mais famosa. Indico o sorvete de pistache com nutella, que é o mais famoso. Endereço: Calle 109 nº 16 – 11.

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Don JuánÉ, na minha opinião, o melhor restaurante! Sempre fica cheio então precisa reservar com antecedência. Endereço: Calle del Colegio #34-60 Local 1.

– Restaurante Alma: Muito bom também, mas é mais chique e um pouco mais caro do que os outros. Precisa de reserva. End: Centro calle de la Universidad No. 36 44, Cartagena 1300, Colômbia.

– Mila Bakery: Bom para Café da manhã ou lanche.

– La Vitrola: É um dos restaurantes mais tradicionais de Cartagena. Só entra com reserva e homens só entram de calça! Endereço:Calle Baloco nº 33-201).

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Outras informações importantes:

OBS. Os taxis em Cartagena não possuem taxímetro, então você tem que negociar o preço com eles antes. Nosso hotel Bantu era mais perto de San Diego, pagamos 14.000COP (cerca de R$ 15)  do aeroporto para o hotel.

OBS.2. Vale a pena levar snorkel. Caso você não tenha, existem diversos lugares em Cartagena vendendo e nas ruas você consegue negociar e pagar barato.