Atacama: o deserto de um jeito que você jamais imaginou

Atacama: o deserto de um jeito que você jamais imaginou

Post da nossa querida colaboradora Natalia Soares, que compartilha as suas dicas preciosas do Atacama com a gente :)

Eu sou do tipo que planeja cada passo que dou em viagens, e começo a passear pelo meu destino ainda pela internet. Tem quem ache que isso é estragar a surpresa, mas eu adoro começar aventuras ainda na minha imaginação (#canceriana). O Atacama é um daqueles lugares que você pode ver todas as fotos do mundo, mas nada se compara a estar lá. As paisagens são incríveis e deixam você de queixo caído todos os dias. E o melhor, fica quase aqui do lado, no Chile!

Eu fiquei seis dias inteiros, com o último de folga. Achei bom para descansar, mas o mínimo para fazer os principais passeios sem voltar pra casa sem arrependimentos são quatro dias inteiros. Menos que isso é melhor escolher outra oportunidade…

Quando ir

Um dos lugares mais áridos do mundo, o Atacama pode ser visitado em qualquer época do ano, mas no inverno pode nevar bastante e melar alguns passeios – fora o frio danado. Como todo bom deserto, tem uma grande amplitude térmica, então leve roupas em camadas que você possa tirar ou acrescentar durante o dia. Eu fui no início de setembro e as temperaturas variavam entre zero de manhã (!) até mais de 25 na cidade, no meio do dia, para chegar a uns 14 graus à noite.

Como chegar

Para chegar a San Pedro de Atacama, a cidadezinha que é base para todos os passeios, é preciso voar até Calama. Os voos do Brasil para lá não são diretos, partem de Santiago. A LATAM oferece várias opções. Chegando em Calama, você pega um transfer no aeroporto e mais uma horinha de estrada até San Pedro, já de olho na paisagem do deserto.

Cuidados

É árido, lembra? Você não vai suar. Por isso, beber água o tempo todo (mesmo!) é fundamental. Também não dá para esquecer do hidratante e do protetor solar. Vale levar um chapéu e óculos escuros. Há quem passe mal com a altitude, então escute seu corpo e não exagere nas comidas pesadas e bebidas alcóolicas nas vésperas de passeios com mais altitude =)

Passeios

Não se preocupe em agendar os passeios ainda no Brasil. Em San Pedro há uma imensa oferta de agências com preços para todos os bolsos, do mais simples ao luxo. Eu fui na indicação da minha pousada e fiquei satisfeita com o atendimento da El Relincho, que só não fez o passeio astronômico:

Astronômico: O deserto é um dos lugares de melhor visibilidade do céu no mundo, e lá existem vários observatórios internacionais, mas os passeios só rolam quando não tem lua cheia. Agende um passeio com a agência Space (a mais antiga de lá) e curta muito. Depois de passar um belo frio observando o céu pelo telescópio, você bebe uma canequinha de chocolate quente e nunca mais esquece o que é ver a Via Láctea a olho nu.

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Essa foto mara da lua foi feita com o meu celular, com uma ~pequena~ ajudinha do telescópio, hehehe

Valle de la luna e Valle de la muerte: Normalmente é o primeiro passeio, por ser próximo de San Pedro. Como o nome diz, a atração é uma paisagem lunar, cheia de pedras e falésias. Você vai assistir a um lindo pôr do sol na Pedra do Coiote.

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A imensidão do Valle de la luna

Lagunas Altiplánicas: A primeira parada é na Laguna Chaxa, que fica no Salar do Atacama, onde se pode observar flamingos no espelho d’água. De lá, chega-se a 4.200 metros para ver a Laguna Miscanti, que basicamente parece um fundo de tela do Windows – é inacreditável de bonito. Do lado você conhece a versão menor dela, a Miñique.

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Eu perdi o fôlego nessa laguna. Pela beleza e pela altitude!

Piedras Rojas: Na continuação do passeio das Lagunas, parece que você desce em outro planeta: montanhas com picos nevados, uma lagoa transparente e… as pedras vermelhas que dão nome ao lugar.

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Passando um pouco de frio em Piedras Rojas. Vale? Vaaaale!

Salar de Tara: É o passeio mais distante de San Pedro. Na primeira parte, você dá de cara com formações rochosas surreais, que lembram o Grand Canyon. A hora do almoço é (adivinha!) na beira de outra lagoa, com montanhas… mas está pensando que é tudo igual? Não é não…

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Não tem o que comentar, apenas ver e sentir…

Termas de Puritama: No meio das pedras do deserto, tem uma estação de água quentinha com várias piscinas transparentes. Você paga para entrar e é puro relax e fotogenia. Agende o passeio na parte da manhã, que é mais quente e mais vazio.

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As Termas de Puritama são o lugar perfeito para fotos-ostentação no Instagram

Laguna Cejar: Depois das Termas, fomos conhecer a lagoa que tem a maior concentração de sal depois do Mar Morto. Isto é, você entra, mas não afunda! Ao contrário das Termas, a água dói os ossos de tão gelada. O passeio continuaria para os Ojos del Salar, mas a estrada estava bloqueada para obras – ficou para a próxima visita.

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Boiando e congelando na Laguna Cejar

Gêiser del Tatio: O campo geotérmico é uma das atrações mais famosas do deserto. Você acorda de madrugada, pega mais de uma hora de estrada, chega antes do sol nascer pegando temperaturas muito abaixo de zero e… é incrível (eu sei, estou me repetindo)! Tem quem entre na piscina de água quente, mas eu não tive coragem de ficar de roupa de banho. Na volta, o passeio para no povoado de Machuca, onde você pode comer um pastel e tirar fotos de llamas.

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A água quente e o vapor que brotam da terra. A vida melhora bastante depois que o sol aparece

 

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